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A chefe para direitos humanos na Organização das Nações Unidas (ONU), Navi Pillay, solicitou neste domingo (1) que as autoridades em Uganda parem com o uso excessivo da força contra manifestantes, depois que as demonstrações nas últimas três semanas deixaram oito pessoas mortas e feriram mais de 250.

Pillay disse que estava "consternada" pelo tratamento dado ao principal opositor do regime, Kizza Besigye. Ela disse que o uso desproporcional da força tem contribuído para o agravamento da situação no país.

O Exército e a polícia de Uganda atiraram contra os manifestantes, sexta-feira, um dia depois da prisão violenta de Besigye. "A forma pela qual Dr. Besigye foi preso, na quinta, foi chocante", disse Pillay, em comunicado feito de Genebra.

"O excessivo uso da força pelos agentes de segurança foi claro na filmagem de TV. Enquanto não reduzo a importância das violentas manifestações que se seguiram, as autoridades em Uganda devem perceber que suas próprias ações têm sido o principal fator em transformar o que originalmente era protesto pacífico sobre a elevação dos preços de alimentos e combustíveis em uma crise nacional"

Ela pede que o governo da Uganda conduza "investigações abrangentes e imparciais quanto às violações de direitos humanos cometidas pelas forças de segurança". Ao citar a Comissão de Direitos Humanos de Uganda, Pillay disse que gás lacrimogêneo foi lançado contra escolas, centros de saúde e residências, atingindo crianças e mulheres. As informações são da Associated Press.

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