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A oposição venezuelana pediu nesta segunda-feira (31) que a população tenha calma e confie na Constituição perante a incerteza que surgiu no país por conta da possibilidade do presidente eleito Hugo Chávez não participar em 10 de janeiro do evento de posse para um novo mandato de seis anos.

Chávez, de 58 anos e no poder desde 1999, passou por cirurgia em 11 de dezembro, pela quarta vez nos últimos 18 meses, após a reaparição de um câncer, e seu estado "continua sendo delicado" e não "isento de riscos", segundo informou o vice-presidente Nicolás Maduro.

O coordenador do partido opositor Primeiro Justiça, Julio Borges, assinalou que após a informação sobre o estado de saúde do líder, não se pode ter ideias "claras" do que está acontecendo com o presidente, embora pareça que seja "muito mais grave".

Borges pediu que o país tenha "calma" e afirmou que seus militantes estão "24 horas do dia monitorando, falando e discutindo" sua posição frente ao que acontece no país.

Sobre a possibilidade da condição do governante de impedir que ele assuma o cargo para o período 2013-2019, o também deputado assinalou que "a Constituição é muito clara".

"Na Constituição está todo o mapa, todo o plano de voo, para que o país saia de qualquer crise e, por isso, os venezuelanos têm que confiar que aí está marcado qual é o caminho", declarou aos jornalistas.

Por sua vez, a deputada do partido opositor "Un Nuevo Tiempo" Delsa Solórzano disse ao canal privado "Globovisión" que a Constituição "tem as respostas a tudo" e apontou que "qualquer coisa" que se faça fora dela "põe em perigo" as instituições.

"Não é que estejamos pensando na mais mínima alteração da ordem pública, mas a garantia da institucionalidade dá precisamente o cumprimento da Constituição", assinalou.

Delsa também fez um chamado aos venezuelanos que atuem como um país ao lembrar que, "segundo palavras do próprio presidente Hugo Chávez e do vice-presidente Nicolás Maduro", vêm "momentos duros e difíceis".

Em 12 de dezembro, Maduro informou ao país que o líder teria um processo pós-operatório "complexo e duro", após uma intervenção cirúrgica "difícil e delicada" e assinalou que Chávez pediu ao povo que esteja "serenamente preparado para enfrentar dias duros, complexos e difíceis".

Reaparição do câncer

Após confirmar em 8 de dezembro a reaparição do câncer que já havia sido diagnosticado em meados de 2011, Chávez se transferiu dois dias depois para Havana onde foi submetido a uma "complexa" operação cujo tipo não foi confirmado oficialmente.

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