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Oswaldo Payá, em foto de novembro de 2007 | AFP
Oswaldo Payá, em foto de novembro de 2007| Foto: AFP

O opositor cubano Oswaldo Payá morreu neste domingo em um acidente de trânsito em Bayamo, no leste da Ilha, informou à AFP um responsável da Igreja Católica.

"Está confirmado que faleceu, fomos ao hospital e um oficial nos mostrou sua carteira de identidade", disse o padre Manuel González, da diocese de Bayamo-Manzanillo.

Payá, de 60 anos, recebeu o Prêmio Sakharov de direitos humanos concedido pelo Parlamento Europeu em 2002 e liderava em Cuba o Movimento Cristão de Libertação (MCL).

"Não temos detalhes sobre o que aconteceu, ao que parece outra pessoa também morreu no acidente", que ocorreu às 13h local (14h Brasília) na estrada entre as cidades de Tunas e Bayamo (744 km a leste de Havana).

Engenheiro e especialista em aparelhos eletromédicos, Payá ganhou notoriedade internacional em maio de 2002, quando nas vésperas da chegada do ex-presidente americano Jimmy Carter a Cuba entregou ao Parlamento da Ilha um documento com 11.020 assinaturas apoiando o "Projeto Varela", uma iniciativa para mudanças na Ilha.

O projeto foi rejeitado pela Assembleia Nacional, mas Payá prosseguiu com esta e outras iniciativas que lhe valeram em 2002 o Prêmio Democracia, do partido democrata dos Estados Unidos, e o Sakharov, do Parlamento Europeu.

Payá era casado com Ofelia Acevedo, com quem teve três filhos.

Apesar de jamais ter sido preso na Ilha por sua atividade opositora, boa parte dos 75 dissidentes detidos na primavera de 2003 eram seguidores de Payá no MCL (fundado em 1988).

Payá "foi uma pessoa que contribuiu com a democratização de Cuba com sua entrega à causa", destacou o dissidente Guillermo Fariñas à AFP.

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