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A Otan anunciou nesta sexta-feira um plano de ação para combater as infiltrações de talibãs no exército afegão, após a morte de quatro soldados franceses pelas mãos de um militar afegão que estava sendo treinado.

"Pediremos às autoridades militares que desenvolvam um plano contra as infiltrações, e que o façam rapidamente, até o fim de fevereiro", declarou o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, após uma reunião dos ministros da Defesa dos 28 países membros da Aliança em Bruxelas.

O secretário-geral informou que a iniciativa foi tomada a pedido do ministro francês, Gérard Longuet, após a morte de quatro de seus soldados no dia 20 de janeiro.

Rasmussen afirmou que nos últimos anos foram tomadas "diversas medidas" para limitar o risco de ataques de infiltrados, que representam 6% das baixas da coalizão internacional, segundo a Otan.

A Aliança Atlântica não deu detalhes sobre o plano contra as infiltrações, mas espera-se que ele esteja centrado em um controle mais efetivo do perfil dos soldados contratados pelo exército afegão.

"O Afeganistão é um país bastante tradicional (...) onde os combatentes têm suas raízes, suas redes. Podem ser obtidos com facilidade 'certificados de boa conduta' por parte das autoridades locais", explicou Longuet.

No dia 20 de janeiro, um militar afegão de 21 anos abriu fogo contra um grupo de militares franceses durante um treinamento na base de Gwan, a nordeste de Cabul. Quatro deles morreram e 15 ficaram feridos.

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