Rebeldes sírios vasculham área próxima ao Aeroporto Internacional de Aleppo, cidade dominada pela oposição ao regime do presidente Bashar Assad| Foto: Mahmoud Hassano/Reuters

Iraque

Série de explosões mata 22 pessoas em Bagdá

Reuters

Pelo menos 22 pessoas morreram ontem em uma série de explosões em bairros xiitas de Bagdá, em mais um sinal da precariedade do equilíbrio sectário no Iraque.

Ninguém assumiu imediatamente a autoria dos atentados, mas insurgentes sunitas vêm redobrando desde o começo do ano seus esforços para abalar o governo comandado pela maioria xiita.

Dois carros-bombas – um estacionado perto de um restaurante lotado, e o outro perto de um estádio de futebol – foram detonados ao entardecer, matando pelo menos 18 pessoas no bairro de Shula, na zona sul de Bagdá.

Outro carro-bomba e seis explosivos deixados em calçadas mataram outras quatro pessoas num mercado do bairro de Mahmoudiya, também na zona sul.

A situação no Iraque é hoje mais tranquila do que no auge da violência sectária, em 2006 e 2007, mas os líderes xiitas temem que a guerra civil na vizinha Síria leve o país a uma nova crise.

Dezenas de milhares de sunitas têm realizado protestos contra o governo do primeiro-ministro Nuri al Maliki na cidade de Anbar, na fronteira com a Síria, e a Al-Qaeda os conclama a pegarem em armas.

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Os 11 países que apoiam a oposição ao presidente Bashar Assad se comprometeram a fornecer "mais ajuda política e material" aos rebeldes. O grupo, que inclui os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Alemanha, a Itália, a Turquia, o Egito, a Jordânia, a Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos, acrescentou que a ajuda de US$ 60 milhões (cerca de R$ 118 milhões) não incluirá armamentos.

"Os ministros prometeram mais apoio político e material à Coalizão [Nacional Síria], representante única e legítima do povo sírio, e fornecer mais ajuda concreta ao interior da Síria", escreveram os ministros em um comunicado após a reunião.

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Na manhã de ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, teve uma reunião com o chefe da oposição síria, Ahmed Moaz al-Khatib, a primeira entre os dois líderes, pouco antes do encontro internacional em Roma.

"Nós fazemos isso porque precisamos ficar ao lado daqueles que, nesta luta, querem ver a Síria se erguer novamente com democracia e direitos humanos", declarou Kerry. "As apostas são muito altas e não podemos permitir que este país, no coração do Oriente Médio, seja destruído por autocratas cruéis e sequestrado por extremistas", afirmou.

Kerry e autoridades dos 11 países disseram, em comunicado conjunto divulgado pelo Ministério de Relações Exteriores da Itália, que concordaram, em Roma, "com a necessidade de mudança no equilíbrio de poder (em território sírio)".

Desde o início dos confrontos, em março de 2011, mais de 70 mil pessoas morreram na Síria, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Outros 5 milhões precisam de ajuda humanitária, incluindo 2 milhões de refugiados internos e 875 mil sírios que deixaram o país.