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Sting: sem dom para as rimas | Arquivo Gazeta do Povo
Sting: sem dom para as rimas| Foto: Arquivo Gazeta do Povo

O Parlamento daTurquia autorizou nesta quarta-feira (17) o governo a lançar uma incursão militar contra as bases dos guerrilheiros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque.

Com a autorização, o governo pode enviar durante um ano quantas vezes forem necessárias tropas para o território iraquiano.

O governo do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, se encontra sob pressão para fazer algo contra a crescente ofensiva do PKK.

O vice-presidente iraquiano, Tariq al-Hashimi, reiterou que Bagdá considera o PKK uma organização terrorista e disse que "os governos iraquiano e turco podem resolver seus problemas com um acordo conjunto", acrescentando que uma possível solução trará benefícios para os dois países.

A moção que autoriza pelo período de um ano que o governo do primeiro-ministro Racep Tayyip Erdogan ataque as bases dos separatistas recebeu o aval de todos os partidos políticos, exceto o do pró-curdo DTP (Partido por uma Sociedade Democrática). Dos 526 deputados presentes, 507 votaram a favor e 19 contra.

O vice-primeiro-ministro, Cemil Ciçek, que defendeu o texto, insistiu no fato de que qualquer intervenção teria como o único objetivo o PKK, partido que luta contra o poder central turco. Afirmou ainda que Ancara não tem nenhum interesse territorial no Iraque.

Entenda o conflito

O PKK pegou em armas em 1984 para reivindicar autonomia para os cerca de 12 milhões de curdos que vivem no sudeste da Turquia. Com esse objetivo, o partido organizou vários atentados na áreas turísticas do país.

Mais de 35 mil pessoas morreram desde 1984 nesta guerra não declarada entre o PKK e o Exército turco.

O conflito se acirrou há dez dias, quando 13 soldados turcos morreram em uma emboscada do PKK no sudeste da Turquia, naquele que é considerado o mais grave ataque rebelde curdo contra o Exército de Ancara em 12 anos.

Outro soldado morreu ao pisar em uma mina colocada supostamente pelo PKK na província de Bingol, também no sudeste do país, perto da fronteira com o Iraque.

Reação americana

Um pouco depois do Parlamento turco dar a autorização, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu para que a Turquia não avance em território iraquiano.

"Não acredito que seja do interesse deles mandar mais tropas para o Iraque. Eles já tem tropas no Iraque", disse Bush, durante uma entrevista em Washington.

Preço do petróleo

Ospreços dos contratos futuros de petróleo chegaram a subir mais de US$ 1 nesta quarta-feira (17), por conta da decisão do Parlamento da Turquia autorizando uma ação militar contra rebeldes curdos no norte do Iraque.

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