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Clima foi cordial entre manifestantes e policiais | Reuters/Dylan Martinez
Clima foi cordial entre manifestantes e policiais| Foto: Reuters/Dylan Martinez

Após mais um dia de violentos confrontos entre manifestantes contra o governo e a polícia, autoridades tailandesas anunciaram nesta terça-feira uma nova tática. A polícia de choque retirou o arame farpado, baixou seus escudos e abriu as portas de um complexo policial e da sede do governo da Tailândia.

"Os manifestantes querem ocupar os prédios governamentais, mas o governo não quer ver qualquer luta ou confronto e por isso ordenou à polícia a recuar. Queremos evitar a violência e o enfrentamento", disse o porta-voz do governo Teerat Ratanasevi.

Os manifestantes que entraram no complexo policial foram recebidos educadamente pela polícia e até posaram para fotos juntos. Enquanto os protestos pareciam estar para terminar, a polícia também abriu os portões do gabinete da primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra.

Os manifestantes, que exigem a renúncia da premier, entraram na Casa do Governo, o complexo que abriga seu escritório, mas deixaram o local pacificamente.

Na segunda-feira (2), a polícia tailandesa tinha agido agressivamente na defesa de prédio do governo em Bangcoc, disparando contra os manifestantes balas de borrachas, bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. Um tribunal criminal emitiu um mandato de prisão para Suthpe Thaugsuban, lider das manifestações, sob a acusação de rebelião, que é punível com pena de morte ou prisão perpétua.

"Temos que lutar por todos os ângulos, até vencermos", disse Suthep a milhares de seguidores na segunda-feira.

Mas os manifestantes têm sido cada vez mais pressionados a irem para suas casas quando o país começa a alta temporada de turismo. Analistas dizem que outro prazo para o fim dos protestos é a quinta-feira, dia do aniversário do rei Bhumibol Adulyadej, que completará 86 anos. Os protestos nesta data seriam considerados um insulto ao monarca, que é altamente reverenciado pelos manifestantes.

A maioria da área de Bangcoc, que tem uma população de cerca de dez milhões, permaneceu calma na segunda-feira, e a maior parte das empresas na capital ficou aberta, incluindo shoppings que tinham fechado por precaução no domingo (1º). No entanto, em áreas específicas, particularmente aquelas em torno do gabinete da primeira-ministra e do quartel da polícia metropolitana, os confrontos foram intensos.

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