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A gestão do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, se tornou nesta segunda-feira (24) alvo de um processo judicial que questiona os mercados públicos que o mandatário, da ala socialista do Partido Democrata, planeja implantar na cidade.
Segundo informações do The Wall Street Journal (WSJ), a ação na Suprema Corte do Condado de Nova York foi apresentada pela Multicultural Business Coalition, uma organização sem fins lucrativos que representa supermercados, mercearias e pequenos mercados de bairro.
Os argumentos são que o plano criaria uma concorrência desleal para um setor que já enfrenta dificuldades e opera com margens de lucro reduzidas e prejudicaria especialmente os estabelecimentos privados pertencentes a empreendedores imigrantes e de outras minorias.
De acordo com a Fox Business, Mark Jaffe, consultor jurídico da Multicultural Business Coalition e presidente da Câmara de Comércio da Grande Nova York, solicitou que o prefeito evite o litígio e discuta a questão com o setor varejista. “Mas temos de tentar impedir isso caso eles não queiram nos ouvir”, afirmou, fazendo referência à ação judicial.
O N.Y.C. Groceries, como foi batizado por Mamdani, consistiria em cinco supermercados de propriedade municipal operados por empresas privadas, com a exigência de que fossem praticados preços 30% mais baixos. A previsão era que o primeiro desses mercados fosse inaugurado no ano que vem.
Nesta segunda-feira, Mamdani afirmou estar “totalmente confiante tanto na legalidade quanto na importância” da iniciativa.
“Estamos falando de um reflexo da crise do custo de vida, que fez os preços dos alimentos subirem cerca de 30% nos últimos anos; e estamos falando também da implementação de cinco mercados administrados pela cidade, em uma metrópole de 8,5 milhões de habitantes que já conta com mais de mil estabelecimentos do gênero”, disse Mamdani.
“Na verdade, vimos — com o Essex Street Market em Manhattan e também com o Street Market no Brooklyn — um modelo em que a cidade subsidiou alimentos sem causar efeitos negativos nos mercados de bairro ou nos mercados do entorno”, alegou.







