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Diplomacia

Presidente da Colômbia assumirá em meio à crise

Para Santos, o rompimento das relações entre Caracas e Bogotá representa um desafio a seus planos para a economia

  • PorAgência Estado
  • 24/07/2010 21:29
Manifestantes protestam contra Uribe e Santos: novo presidente herdará um histórico de confrontação com Chávez | Omar Torres/AFP
Manifestantes protestam contra Uribe e Santos: novo presidente herdará um histórico de confrontação com Chávez| Foto: Omar Torres/AFP

Artigo

Liberdade de comunicação e intransigência estatal

Rodrigo Xavier Leonardo

Em um ambiente democrá­­ti­­co, a informação se combate com informação. Os excessos do poder de informar, por sua vez, se combatem com a ga­­ran­­tia de acesso a um Poder Ju­­di­­ciário isento e responsável

Nesta semana, as notícias sobre o presidente Hugo Chávez e o seu peculiar modo de administração da Venezuela justificaram um grande espaço nos principais jornais do mundo e acenderam mais uma luz de alerta no instável cenário latino-americano.

Leia o texto completo

  • Santos personifica os
  • Veja área na Venezuela onde a Colômbia diz haver guerrilheiros

A duas semanas para que Juan Manuel Santos seja empossado presidente da Colômbia, ele já está diante de um de seus mais complicados desafios: as explosivas relações diplomáticas com a Vene­­zue­­la. O presidente em fim de mandato da Colômbia, Alvaro Uribe, deixa para Santos um legado de melhora no setor de segurança e níveis recordes de investimento estrangeiro no país. Mas, de quebra, Santos herdará um histórico de confrontação com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, com ares de telenovela, repleto de mútuos insultos infantis, acusações de traição e denúncias de beligerância alheia.

Os problemas entre Uribe e Chávez ganharam um novo capítulo na última quinta-feira, quando o líder venezuelano anunciou o rompimento das relações diplomáticas entre Caracas e Bogotá.

A decisão de Chávez veio à tona apenas algumas horas depois de a Colômbia ter denunciado a Ve­­nezuela perante a Organização dos Estados Americanos (OEA) por supostamente tolerar em seu território a presença de cerca de 1,5 mil guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Para Santos, o rompimento das relações representa um desafio a seus planos para a economia e para a segurança da Colômbia. Ao longo do último ano, os exportadores colombianos perderam bilhões de dólares por conta da deterioração das relações entre Bogotá e Caracas.

Assim como Uribe, Santos deseja a ajuda venezuelana no combate às Farc. Alguns analistas acreditam que o contingente do grupo guerrilheiro chegue a 8 mil homens. Segundo a denúncia apresentada pela Colômbia perante a OEA, cerca de 1,5 mil deles estariam escondidos na Venezuela.

"Nos últimos três anos, Uribe tentou confrontar a Venezuela por esta não colaborar com o combate às Farc", observa Laura Gil, uma analista política estabelecida em Bogotá. "Isso não rendeu a ele (Uri­­be) nenhum resultado. Portanto, Santos tentará uma nova abordagem e deseja boas relações diplomáticas", avalia ela.

Laura Gil acredita que o verdadeiro desafio para Santos será restabelecer e manter relações diplomáticas normais com a Venezuela, tarefa que talvez seja praticamente impossível dadas as profundas divergências ideológicas entre Chávez e o presidente eleito co­­lombiano.

Filho de uma rica e influente família de Bogotá, Santos personifica de diversas formas os "oligarcas" que Chávez e seus correligionários socialistas consideram inimigos. Graduado em Harvard e na London School of Economics, Santos defende ideias de livre mercado desprezadas por Chávez. E uma vez que Santos considera-se um pragmático, ele deseja continuar reforçando os laços econômicos e militares com os Estados Unidos, o que provavelmente descontentará Chávez, que acusa Bogotá de trabalhar em conjunto com Washington com o objetivo de derrubar seu governo.

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