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Presidente Hassan Rouhani participa de coletiva de imprensa em Nova York, às margens da Assembleia Geral da ONU | Adrees Latif/Reuters
Presidente Hassan Rouhani participa de coletiva de imprensa em Nova York, às margens da Assembleia Geral da ONU| Foto: Adrees Latif/Reuters

Irã, 1979

Os EUA cortaram suas relações diplomáticas com o Irã um ano após a Revolução Islâmica de 1979, que derrubou aliado de Washington, o xá Mohammad Reza Pahlavi, e levou à crise diplomática na qual 52 norte-americanos foram mantidos reféns por 444 dias. O preço do petróleo caiu ontem, com o alívio das tensões entre EUA e Irã após o telefone de Obama para Rouhani. A ligação telefônica ocorrida ontem, a primeira entre chefes de governo dos dois países desde 1979, ocorreu enquanto Rouhani estava indo para o aeroporto, em Nova York, após sua participação na Assembleia Geral da ONU.

  • Para Obama, contato com o líder iraniano poderá levar a um acordo ligado à questão nuclear

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e do Irã, Hassan Rouhani, conversaram ontem por telefone, no contato de mais alto escalão entre os dois países em três décadas. O fato mostra interesse de ambos os lados em chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.Obama, que manifestou enquanto candidato presidencial em 2007 sua vontade de ter contato direto com adversários dos EUA, tinha a expectativa de se reunir nesta semana com Rouhani durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), mas o Irã considerou que isso traria complicações políticas domésticas.

Ontem, porém, iranianos disseram que Rouhani, que é fluente em inglês, estava interessado em uma conversa por telefone antes de deixar os EUA, de acordo com uma autoridade do governo, e a Casa Branca rapidamente organizou o telefonema que ocorreu às 14h30 (15h30 em Brasília) e durou cerca de 15 minutos.

Falando a repórteres, Obama disse que os dois presidentes orientaram suas equipes a trabalharem expeditamente no sentido de um acordo para a questão nuclear. Ele afirmou que se tratava de uma oportunidade única para fazer progresso com Teerã sobre uma questão que tem isolado a República Islâmica do Ocidente.

"Embora seja certo que haverá obstáculos importantes para avançar e o sucesso não esteja nada garantido, acredito que podemos atingir uma solução abrangente", disse Obama na Casa Branca. "Então o teste serão ações significativas, transparentes e verificáveis, o que também pode trazer alívio das sanções internacionais abrangentes atualmente em vigor [contra o Irã]".

Os EUA e seus aliados acusam o Irã de tentar desenvolver armas atômicas, algo que Teerã nega, insistindo que o objetivo do seu programa nuclear é apenas gerar energia com finalidades civis.

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