O primeiro-ministro da Somália, Omar Abdirashid Sharmarke, renunciou na terça-feira, pagando o preço do fracasso do governo em derrotar uma insurgência islâmica que já matou milhares de civis.

Políticos leais ao presidente Sheikh Sharif Ahmed disseram que a renúncia de Sharmarke vai acabar com divisões internas que afetam o Governo Federal Transitório, que na prática domina poucos quarteirões da capital, Mogadíscio, sob proteção de forças da União Africana.

Rebeldes islâmicos controlam amplas porções do território somali.

Ahmed elogiou Sharmarke por renunciar e posteriormente nomeou o vice-premiê Abdi Wahid Goonjeeh como interino, prometendo indicar um ocupante definitivo assim que possível.

"Esta é uma tentativa de Ahmed e seus aliados de reinventarem o GFT, mas isso não pode ser alcançado somente com a troca de um indivíduo", disse o analista Rashid Abdi, da consultoria International Crisis Group no vizinho Quênia.

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