Os principais partidos políticos de Israel são o Kadima, o Partido Trabalhista (social-democrata) e o Likud (nacionalista). Entretanto, o país tem 31 siglas e 11 delas tendem a conquistar mais de 2% dos votos, o mínimo necessário para integrar o parlamento.
Kadima (centro)
A fundação do Kadima, em novembro de 2005, pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, marcou um racha na política de Israel, com a incorporação de líderes do Likud e do Partido Trabalhista no novo grupo. Tem como postura básica a devolução dos territórios ocupados na Cisjordânia, de acordo com o Mapa da Estrada delineado em 2003 e aprovado por Estados Unidos, Rússia, União Européia e Nações Unidas , mas mantendo alguns assentamentos israelenses. Sharon decidiu criar o Kadima porque, no Likud, vinha enfrentando forte oposição para desocupar os territórios de Gaza e Cisjordânia. O novo partido lidera as pesquisas de intenção de votos.
Partido Trabalhista (centro-esquerda)
O Partido Trabalhista sofre transformações desde a eleição de Amir Peretz para a liderança da legenda em 2005. A saída de Shimon Peres, que aderiu ao Kadima, enfraqueceu um pouco os trabalhistas. A sigla pretende superar os fracos resultados registrados nas urnas em 2001 e 2003. Adotou agenda dominada pelas políticas social e econômica. Seus representantes falam de combate à pobreza, investimentos em educação, elevação do salário mínimo. Os trabalhistas acreditam na coexistência pacífica de um Estado israelense e outro palestino e querem que as negociações sejam baseadas nos acordos de Oslo (1993). São favoráveis à retirada unilateral da Cisjordânia.
Likud (direita)
A saída de Sharon, no final do ano passado, e a criação do Kadima enfraqueceu o Likud, que conquistou 40 cadeiras no Parlamento em 2003. As pesquisas apontam que a legenda irá perder ao menos metade de suas bancas nestas eleições. O partido se opõe a uma retirada unilateral dos territórios ocupados e a negociações sobre o plano de paz enquanto as autoridades palestinas não reconhecerem o Estado de Israel. Os partidários dizem que os palestinos pretendem conquistar toda a região e que o Hamas oferece trégua para não pôr um ponto final no conflito. O Likud defende uma Jerusalém unificada e a conclusão da "barreira de segurança" na Cisjordânia.







