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Cubos de açúcar são colocados junto a copos de refrigerante em Nova York para exemplificar a quantidade de açúcar conforme a quantidade de refrigerante | REUTERS/Andrew Burton
Cubos de açúcar são colocados junto a copos de refrigerante em Nova York para exemplificar a quantidade de açúcar conforme a quantidade de refrigerante| Foto: REUTERS/Andrew Burton

Um juiz estadual suspendeu nesta segunda-feira (11) a decisão do governo de Michael Bloomberg de proibir a venda de refrigerantes em tamanho grande, por restaurantes e outros estabelecimentos que vendem comida na cidade. A determinação judicial é uma derrota para o prefeito, que tem defendido bandeiras em defesa da saúde pública, informou o jornal "New York Post".

A cidade está "permanentemente proibida de aplicar" as novas regras, determinou o juiz Milton Tingling, da Suprema Corte de Nova York. As normas "estão carregadas de consequências arbitrárias e caprichosas", escreveu o juiz. Mais cedo, Bloomberg havia declarado que as pessoas que se beneficiariam das restrições eram as mais pobres.

O prefeito lembrou que a obesidade hoje nos Estados Unidos atinge mais as famílias de baixa renda e que, ao contrário do que ocorria nos anos 20, ter a barriga saliente já não é sinal de sucesso faz tempo.

"Hoje, essas pessoas estão fazendo pilates e correndo maratonas e triatlos. Se alguém vai ser ajudado são eles (os mais pobres), porque precisam focar em trabalhar mais e mover-se para os degraus mais altos da economia, e estar acima do peso não ajuda a fazer isso", disse o prefeito.

O prefeito divulgou um estudo feito pelo departamento de saúde da Câmara Municipal mostrando que nove entre os dez bairros com maior índice de obesidade tinham também o maior consumo de refrigerantes.

Começaria amanhã a proibição de vender refrigerantes maiores que 16 onças - o equivalente a 473 ml. Os violadores enfrentariam multas de US$ 200, a partir de junho.

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