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Peter Liang  quando chegava ao local do julgamento, em janeiro | Jewel Samad/AFP
Peter Liang quando chegava ao local do julgamento, em janeiro| Foto: Jewel Samad/AFP

Um promotor de Nova York anunciou nesta quarta-feira (23) que não pedirá a prisão do policial declarado culpado por matar um jovem negro, em um bairro do Brooklyn, em 2014.

Peter Liang, 28 anos, foi declarado culpado de homicídio culposo por um juri popular em 11 de fevereiro. Colocado em liberdade, o policial pode ser condenado a 15 anos de detenção.

“Liang não tem antecedentes criminais e não representa qualquer ameaça futura para a segurança pública”, declarou o promotor do Brooklyn, Kenneth Thompson, que recomendou seis meses de prisão domiciliar, 500 horas de serviço comunitário e um período probatório de cinco anos para o policial.

O promotor acrescentou que transmitiu sua recomendação ao juiz, que deve pronunciar a sentença no dia 14 de abril.

No dia 20 de novembro de 2014, o jovem policial matou Akai Gurley, 27 anos, que não estava armado, em uma escada mal iluminada de um conjunto residencial do Brooklyn, durante uma batida com um colega. Peter Liang, de origem chinesa, havia entrado para a polícia 11 meses antes.

O policial afirmou durante o julgamento que não percebeu que havia alguém na escada e que a arma disparou acidentalmente. A investigação revelou que a bala ricocheteou na parede antes de atingir Akai Gurley, pai de uma menina.

“Como já havia dito, não há vencedores aqui, mas a pena que defendi é justa e equilibrada (...). Desde o início, este caso trágico foi um assunto de justiça e não de vingança”, concluiu Thompson.

Indignação

No fim de 2014, a morte a tiros de Akai Gurley, 28, foi mais um motivo para um período de revolta em Nova York. Por mais de cinco dias, a cidade viveu uma onda de protestos motivados por moradores que consideravam que a polícia usava de força excessiva contra os afro-americanos. Muita gente foi às ruas depois que um grande júri decidiu não indiciar Daniel Pantaleo, um policial de Nova York, pela morte em julho de Eric Garner, um pai de seis filhos de 43 anos de idade.

No ano passado, a polícia do condado de St. Louis chegou a declarar estado de emergência depois de atos violentos durante manifestações contra a violência policial na cidade de Ferguson. Dias antes, protestos para lembrar a morte de Michael Brown, jovem negro baleado por um policial também em 2014, terminaram com dois feridos.

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