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Protestos contra a imigração realizados no Reino Unido durante o final de semana bloquearam acessos a portos, provocaram congestionamentos e terminaram em confrontos com a polícia.
Os principais atos contra a imigração deste fim de semana ocorreram em Dover e Portsmouth, duas cidades costeiras do sul da Inglaterra. Em ambos os casos, manifestantes tentaram interromper a circulação nas áreas utilizadas para desembarque e transporte de pessoas que chegam ao país após atravessar o Canal da Mancha, vindos da França.
No sábado (5), centenas de manifestantes vestidos de preto e muitos usando balaclavas bloquearam estradas de acesso ao Porto de Dover, principal ligação marítima de passageiros entre o Reino Unido e a Europa continental.
Os participantes do ato bloquearam trechos de importantes rodovias que ficam próximas ao porto enquanto gritavam palavras de ordem como “Stop the boats” (“Parem os barcos”). O bloqueio provocou cerca de 6,4 quilômetros de congestionamento e interrompeu temporariamente o tráfego de veículos que tentavam entrar ou deixar a região. Autoridades policiais acompanharam o ato e não foi registrado prisões. As vias foram liberadas posteriormente.
Um grupo chamado Patriot Platform assumiu a organização do protesto. Vídeos publicados nas redes sociais mostraram manifestantes bloqueando vias em diferentes pontos de Dover. O ativista conservador britânico Tommy Robinson também divulgou imagens da mobilização e incentivou apoiadores a comparecer ao local.
No dia seguinte, a mobilização chegou a Portsmouth após a chegada de uma grande embarcação com imigrantes que haviam partido da costa francesa. Cerca de 200 manifestantes foram até a região de Eastney para tentar impedir a saída dos imigrantes da área de desembarque. A polícia montou uma barreira e os protestos terminaram em confronto.
Segundo a Polícia de Hampshire, agentes foram atacados e veículos foram danificados. Policiais precisaram usar cassetetes e spray de pimenta para dispersar parte dos manifestantes. Sete agentes ficaram feridos, segundo a federação que representa os policiais da região.
Imagens registradas durante o protesto mostraram participantes gritando “send them back” (“devolvam eles”) enquanto policiais com escudos tentavam manter o grupo distante dos imigrantes. A manifestação começou depois que uma embarcação de grande porte chegou à costa sul inglesa após partir da região da Normandia, na França. Autoridades britânicas estimaram que entre 120 e 140 pessoas estavam a bordo. A viagem durou aproximadamente dez horas.
Somente no domingo, oito embarcações transportando 625 pessoas chegaram ao Reino Unido pelo Canal da Mancha, segundo números divulgados pelo Ministério do Interior britânico.
Apesar da continuidade das travessias, o governo afirma que o número de chegadas caiu neste ano. Cerca de 17 mil pessoas haviam atravessado o Canal da Mancha em pequenas embarcações em 2026 até o início de setembro, redução de aproximadamente 43% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O governo britânico condenou os episódios do fim de semana. A ministra do Tesouro, Emma Reynolds, classificou o comportamento de parte dos manifestantes em Portsmouth como “intimidador” e afirmou que atos violentos contra policiais não podem ser tratados como protestos legítimos.







