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Pressão sobre Díaz-Canel

Protestos se intensificam em Cuba e população começa a desafiar forças do regime

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Barricada montada por manifestantes em Cuba nesta semana. (Foto: Ernesto Mastrascusa/EFE)

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Cuba entrou nesta sexta-feira (15) no quarto dia seguido de protestos em Havana, capital do país, em meio a apagões prolongados, falta de água e confrontos entre moradores e policiais do regime comunista.

Segundo o portal Martí Notícias, manifestações foram registradas em diferentes bairros da cidade, onde moradores passaram a bater panelas, bloquear ruas e até a desafiar agentes enviados pelo regime comunista para conter os atos.

Moradores disseram ao portal que algumas regiões chegaram a ficar nos últimos dias mais de 40 horas sem fornecimento regular de energia, com a luz voltando por poucos minutos antes de ser novamente cortada.

Durante um dos atos desta quinta-feira (14), moradores da capital chegaram a enfrentar diretamente policiais enviados para dispersar os protestos. Segundo o Martí Notícias, manifestantes reagiram à repressão comunista com pedras após agentes avançarem contra a população.

A tensão aumentou ainda mais depois que a empresa estatal União Elétrica de Cuba (UNE) anunciar novos apagões para esta sexta-feira. Conforme a estatal, mais da metade do país ficaria sem energia durante o horário de maior consumo.

Os novos protestos ocorrem em meio ao agravamento da crise econômica cubana e ao aumento da pressão dos Estados Unidos sobre o regime de Miguel Díaz-Canel. Desde janeiro, o governo do presidente Donald Trump ampliou restrições ao fornecimento de combustível para a ilha, aprofundando a escassez energética no país.

Nos últimos dias, o regime cubano passou a ampliar a presença policial em diferentes áreas de Havana para tentar conter novas manifestações e evitar que os atos ganhem proporções semelhantes às registradas em julho de 2021, quando milhares de cubanos foram às ruas contra o regime comunista.

A nova onda de protestos também ocorre em uma semana de pressão adicional dos Estados Unidos sobre Havana. O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Cuba nesta quinta-feira para transmitir ao regime a mensagem de que Washington está disposto a negociar temas econômicos e de segurança, mas apenas se a ilha fizer “mudanças fundamentais”.

No mesmo dia, a CBS News informou que o governo Trump prepara um processo criminal contra Raúl Castro, ex-ditador cubano, pela derrubada de dois aviões civis do grupo Irmãos para o Resgate, em 1996, episódio que matou quatro exilados cubanos e cubano-americanos. Raúl, que comandava as Forças Armadas cubanas na época, ainda é visto como uma das figuras mais influentes do regime.

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