O presidente da Rússia, Vladimir Putin| Foto: EFE/EPA/ALEXEI NIKOLSKY / SPUTNIK / KREMLIN POOL/ Gazeta do Povo
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Após a decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, na sexta-feira, de criar uma lei que autoriza a denominação "champanhe" apenas para os vinhos espumantes russos, autoridades e a indústria francesa reclamaram.

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O maior grupo da indústria do champanhe francês considerou "inaceitável" a lei russa, que obriga todos os fabricantes estrangeiros a usar a classificação "espumante" no rótulo de seus produtos comercializados na Rússia.

"Estamos examinando cuidadosamente o conteúdo desta lei para conhecer todas as suas consequências", disse Charles Goemaere, diretor-geral do comitê do Champagne, segundo o Euronews. "Mas apelamos desde já às diplomacias francesa e europeia que entrem em contato com as autoridades russas para que nos permitam usar o nosso nome, que é a menina dos nossos olhos".

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O ministro da Agricultura francês, Julien Denormandie, lembrou nesta terça-feira (6) que o nome "champanhe" vem da região da França onde são produzidos os famosos vinhos espumantes. A LVMH, que produz o Moët e Chandon, afirmou que irá suspender as suas entregas à Rússia.

A lei está em análise no parlamento russo. De acordo com a legislação, os fabricantes estrangeiros não poderão usar o termo "shampanskoye", a tradução russa de "champanhe", mas o termo em francês poderá aparecer na frente da garrafa. A parte de trás do rótulo deverá descrever o produto como "vinho espumante".