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Natalie Harp, uma das assessoras mais próximas do presidente Donald Trump, tornou-se repentinamente protagonista do debate político nos EUA esta semana após ser citada em comentários do senador democrata Jon Ossoff, da Geórgia, considerado um potencial candidato à presidência em 2028.
O congressista criticou durante um comício a viagem secreta do chefe da Casa Branca ao retornar da Turquia, no qual estava acompanhado de sua assistente. Ossoff mencionou o novo avião Air Force One presenteado pelo Catar como "o palácio voador aparentemente indefeso" de Trump, no qual ele preferiu viajar com Natalie do que cumprir seu papel de liderança.
Com a fala, o democrata buscava ecoar relatos de que a assessora próxima do presidente foi uma das poucas pessoas de confiança de Trump que viajaram com ele no voo secreto que partiu de Ancara após a cúpula da Otan em julho, devido a uma suposta ameaça de ataque do Irã.
Ao lado de assessores selecionadas a mão, o presidente deixou discretamente o Air Force One por uma porta do lado oposto à do embarque e eles entraram em um caminhão usado para levar refeições e suprimentos aos aviões. O caminhão seguiu até um C-32A, versão militar do Boeing 757 utilizada pelo governo americano. O compartimento onde Trump estava no caminhão foi elevado até a altura da porta da aeronave, permitindo que o presidente americano entrasse no avião sem ser visto por ninguém.

As declarações do democrata, que colocaram Harp no centro das atenções em Washington nos últimos dias, despertou a curiosidade pública sobre a assessora que parece inseparável do presidente.
"Impressora humana" do presidente e vencedora de uma luta contra um câncer
Nascida e criada em uma família cristã conservadora na Califórnia, Harp, de 35 anos, tornou-se uma figura-chave na vida diária de Trump. Ela o acompanha em todos os lugares e é conhecida como "a impressora humana" da Presidência porque sempre carrega uma impressora portátil para fornecer ao presidente materiais impressos sobre si mesmo que possam lhe interessar.
Como mostram vídeos gravados durante a campanha presidencial de 2024, Harp também parece ser uma das pessoas responsáveis pelas publicações do líder republicano na Truth Social. A mulher, que era apresentadora de televisão após se formar, abandonou a carreira na TV para se tornar assistente de Trump em 2022. Desde então, tem atuado nos bastidores da Casa Branca.
Ela teria chamado a atenção do presidente pela primeira vez em 2019 ao tornar pública sua história de luta contra um câncer ósseo crônico. Na ocasião, ela ficou conhecida por atribuir ao republicano o mérito de ter "salvado sua vida" ao aprovar durante o primeiro mandato, em 2018, a Lei do Direito de Tentar (Right to Try Act, em inglês), que concedeu a alguns pacientes de câncer maior acesso a tratamentos experimentais. Em 2020, juntou-se ao conselho consultivo da campanha de reeleição de Trump.
"Eles [mercado tradicional de saúde] não me deram o direito de experimentar tratamentos inovadores. Senhor Presidente, o senhor deu, e sem o senhor eu teria morrido esperando que fossem aprovados", disse ela na Convenção Nacional Republicana de 2020.
A assessora também apareceu no livro "Regime Change: Inside the Imperial Presidency" (Mudança de Regime: Por Dentro da Presidência Imperial), dos jornalistas Maggie Haberman e Jonathan Swan, devido à sua profunda lealdade e estreita relação com Trump.
Tanto que, como detalhado no livro, Harp frequentemente deixava bilhetes íntimos e pessoais para ele em seus aposentos na Casa Branca. Uma dessas mensagens, descoberta por funcionários do gabinete presidencial, dizia: "Você é tudo com que me importo".
Haberman, uma das autoras do livro, chegou a descrever Harp como uma espécie de "cobertor humano", devido à sua capacidade de acalmar e tranquilizar o presidente.
Harp atua na Casa Branca como assistente executiva do presidente, o que, na prática, é um cargo inferior, quando comparado a outros assessores. Suas funções envolvem o gerenciamento de logística, agenda, fluxo de comunicações e trabalho de secretariado rotineiro.
No entanto, a jovem parece ter ressignificado a posição, visto que frequentemente ela acompanha o presidente em suas viagens nacionais e internacionais.
Autoridades da Casa Branca afirmam que Harp não tirou um único dia de férias desde que entrou para o governo Trump.




