
O Papa Leão XIV nomeou Joseph Chang Yanfeng como novo bispo de Chifeng, na China, nesta quarta-feira (22). A decisão segue o acordo histórico entre o Vaticano e Pequim, reforçando a continuidade do diálogo diplomático e religioso para a escolha de líderes católicos em território chinês.
Qual é a trajetória do novo bispo Joseph Chang Yanfeng?
Nascido em 1984, Yanfeng possui uma formação internacional. Ele estudou teologia na China e na Coreia do Sul, especializando-se em textos bíblicos. Antes da nomeação atual, serviu como pároco na Catedral de Chifeng e atuava como administrador da diocese desde 2021, demonstrando já possuir experiência na liderança da Igreja local.
Como funciona o acordo entre o Vaticano e o governo chinês?
O acordo, firmado originalmente em 2018, estabelece um processo conjunto. O governo da China sugere nomes por meio de órgãos controlados pelo Estado, mas a palavra final sobre quem será bispo cabe ao Papa. O objetivo é unificar os católicos chineses, que por décadas ficaram divididos entre uma igreja oficial e outra clandestina, fiel apenas a Roma.
Por que essa nomeação é considerada um sinal importante?
Este é o primeiro processo de nomeação concluído inteiramente sob o comando de Leão XIV. Isso sinaliza ao mundo que o novo pontífice pretende manter a política de aproximação com Pequim iniciada por seu antecessor, o Papa Francisco, priorizando a diplomacia e a estabilidade da fé católica na região.
Houve algum conflito recente antes dessa nomeação?
Sim. Durante o período entre a morte de Francisco e a eleição de Leão XIV, as autoridades chinesas escolheram dois bispos de forma unilateral, sem a aprovação prévia do Vaticano. Uma dessas escolhas gerou polêmica por ignorar um bispo que a Santa Sé já reconhecia, mas a retomada do diálogo com a nomeação de Yanfeng tenta superar esse atrito.
Qual é a duração atual desse acordo diplomático?
O pacto, que é provisório, foi renovado em 2024 e tem validade garantida até 2028. Apesar de o texto completo nunca ter sido divulgado ao público, ele permite que a Igreja Católica opere com mais segurança na China, mesmo sem a existência de relações diplomáticas formais entre os dois países desde 1951.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.





