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O ex-ditador cubano Raúl Castro (2008–2018), de 95 anos, fez uma aparição pública em um evento neste sábado (5) em Havana, após relatos de que estaria muito mal de saúde depois de um acidente vascular cerebral (AVC).
Segundo informações da agência EFE, uma reportagem da televisão estatal de Cuba mostrou Castro em um evento que marcou o 65º aniversário da Direção de Segurança Pessoal do Ministério do Interior.
O ex-ditador estava acompanhado pela alta cúpula do governo, liderada pelo ditador Miguel Díaz-Canel e por seu neto, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, que tem atuado como interlocutor em negociações com Washington.
Raúl Castro, ao lado do seu irmão Fidel Castro (1926–2016), primeiro ditador do regime comunista de Cuba, participou da fundação, em 1961, da Direção de Segurança Pessoal, órgão encarregado da proteção física dos principais líderes castristas.
A EFE relatou que o ministro do Interior, Lázaro Alberto Álvarez Casas, leu uma carta escrita por Raúl Castro, na qual “reconheceu” o trabalho do órgão e prestou homenagem aos 32 cubanos que morreram em 3 de janeiro ao tentar proteger o então ditador venezuelano, Nicolás Maduro, durante uma operação militar em Caracas na qual o chavista foi capturado por forças dos Estados Unidos.
“A Revolução vive dias difíceis sob a hostilidade do governo dos Estados Unidos, que continua determinado a apagar o exemplo de Cuba do mundo”, disse o ex-ditador em um trecho da carta, referindo-se à crise econômica que assola a ilha e que foi agravada a partir de janeiro por um bloqueio de petróleo e sanções impostas por Washington.
Em reportagem publicada na última terça-feira (1º), o jornal Diario Las Américas citou relatos que apontaram que Raúl Castro estaria em estado crítico, mantido vivo por aparelhos de suporte à vida, devido a um AVC.
Em maio, os Estados Unidos indiciaram o ex-ditador pelas mortes de quatro ativistas cubano-americanos no abate de dois aviões civis em 1996.







