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A escolha do novo presidente peruano, seja quem for, deve fa­­vorecer a posição do Brasil como protagonista regional em busca da unificação de um espaço po­­lítico e cultural maior na Amé­­rica do Sul.

Na avaliação de Renato Car­­neiro, professor de Relações Internacionais do Unicuritiba, é essencial ao projeto brasileiro contar com um governo que não necessariamente comungue de todas as diretrizes do Ita­­maraty, mas que mantenha aber­­to o canal de diálogo.

Mesmo porque, observa Car­­neiro, é remota a possibilidade de o presidente eleito, qualquer que seja, esquivar-se da agenda de integração regional.

"O que é urgente hoje na América do Sul é resolver os gargalos de infraestrutura de todos os países, como acessos e comunicações", afirma o professor do Unicuritiba.

"Não creio que próximo presidente possa fugir dessa realidade, ele tem de se integrar ca­­da vez mais. Que sejam respeitadas as especificidades e direitos do povo peruano, e que isso se integre ao processo pelo qual a Amé­­rica do Sul está passando."

Sem medos

Nem mesmo a eventual eleição de um candidato de perfil mais nacionalista, como o favorito Ollanta Humala, deve causar quaisquer abalos mais drásticos. "A direita muitas vezes lança esse tipo de discurso para amedrontar os eleitores", ressalta.

"Mas no mundo em que a gente vive hoje, a não ser que se parta para uma ditadura anacrônica como a do venezuelano Hugo Chávez, não há qualquer fato que justifique que um governo mais nacionalista possa se isolar."

Bilateralmente, a aposta do professor é a de que o intercâmbio com o Brasil aumente: "Ain­­da são poucas as oportunidades de comércio entre os países, mas elas tendem a crescer".

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