Os novos venezuelanos que o governo do presidente Hugo Chávez pretende formar nos próximos anos saberão falar inglês, jogar xadrez, conhecerão muito pouco sobre o processo de colonização do país, desconhecerão a existência da Comunidade Andina de Nações (CAN), e estudarão, em detalhe, processos revolucionários que tiveram como cenário países como Coréia do Norte, México e Cuba.

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Segundo versão preliminar do novo currículo escolar que está sendo elaborado pelo governo chavista e que seria divulgado em dezembro, os textos que serão entregues às escolas de todo o país incluirão drásticas modificações em relação ao currículo atual.

A ONG Assembléia Nacional de Educação teve acesso a um documento preliminar, de 500 páginas, que explica algumas das alterações que o governo venezuelano pretende fazer no currículo escolar.

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No documento, a equipe comandada pelo ministro do Poder Popular para a Educação, Adán Chávez, irmão do presidente, propõe eliminar o conceito de mestiço, fazendo com que a identidade nacional passasse a ser algo puro.

A História venezuelana também excluiria lideranças políticas e blocos regionais do século XX, como a CAN.

Durante a abertura do ano letivo na segunda-feira, Chávez ameaçou fechar ou nacionalizar qualquer escola privada que se negue a ensinar as linhas de seu governo socialista. Segundo ele, pais e professores devem "acabar com o modelo consumista", para que possam tornar a Venezuela uma potência mundial.

Chávez reiterou que as escolas particulares devem subordinar-se ao novo modelo educativo ou deverão fechar as suas portas.

O presidente disse que nem o Estado nem a sociedade podem permitir que os colégios privados façam "o que tenham vontade", já que alguns inclusive vedam o acesso de inspetores públicos.

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