Socialista François Hollande cumprimenta simpatizante durante caminhada em Toulouse| Foto: Patrick Kovarik/AFP
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Sarkozy, que teve um dia de notícias negativas ontem, faz campanha em Toulon, no sul
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O ex-primeiro-ministro da Líbia Baghadadi al Mahmudi afirmou ontem que o regime de Muamar Kadafi ajudou a financiar a campanha do presidente francês Nicolas Sarkozy em 2007.

Segundo Beshir Esid, um dos advogados de Mahmudi, que está preso em Túnis, o ex-primeiro-ministro afirmou que "o compromisso foi fechado por Musa Kusa, (ex-chefe dos serviços secreto líbio) por ordem de Kadafi e assegurou que existem documentos que provam a transação".

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Outro advogado de Mah­­mudi, cuja extradição é pedida por Trípoli, confirmou a versão indicando que o presidente francês "estava por trás de da prisão (de Mahmudi)" em Túnis.

A operação foi realizada pelo Fundo Líbio para investimentos africanos, acrescentou Esid, recusando-se a comentar a carta de 2006 publicada pelo site francês Mediapart, que acusa o presidente deste fundo, Beshir Saleh, de ter feito o financiamento.

Mediapart publicou no sá­­­­­­ba­­­­do a carta atribuída a um­­­­ al­­­­to oficial do governo lí­­bio afirmando que Trípoli ha­­via aceitado financiar em cer­­ca de 50 milhões de euros a campanha eleitoral de Sarkozy em 2007.

O presidente, candidato à reeleição, anunciou que denunciará a Mediapart pela publicação da nota que qualificou de "falsa".

O Ministério Público de Paris abriu uma investigação preliminar por "falsificação e uso de documentos falsos" e "publicação de informação falsa".

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O presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, disse em entrevista coletiva na quarta-feira que a carta é falsa.

Sarkozy afirmou ontem que também são falsas as afir­­mações do ex-premiê líbio Baghadadi al Mahmudi sobre o financiamento que o conservador teria recebido do ex-ditador Muammar Gaddafi em 2007. "Essas acusações são uma infâmia, são grotescas", declarou o presidente.

Vantagem de Hollande cai após debate

As primeiras pesquisas so­­­­bre a intenção de voto na­­ eleição presidencial da Fran­­ça após o debate de on­­tem mostram redução na­­ vantagem do socialista Fran­­çois Hollande para o presidente conservador Nicolas Sarkozy, às vésperas da votação do segundo turno, no próximo domingo.

De acordo com o instituto CSA, Hollande tem 53%, contra 47% de Sarkozy, diminuindo a vantagem de oito para seis pontos comparado com o último levantamento, de 26 de abril. O Harris Interactive apresenta os mesmos números, apesar de a redução ter sido maior, de dez para seis pontos.

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A diferença é menor no­­ ­­es­­tudo da OpinionWay, em­­ que o socialista aparece com 52,5% e o conservador, 47,5%. A pesquisa ouviu 2.009 pessoas na quarta-feira e ontem, sendo quase metade delas antes do debate de 3 horas na tevê, na quarta-feira, e as demais após seu término.

Uma pesquisa diária de opinião do Ifop-Fiducial não mostra alteração na intenção de voto: o resultado aponta 53% para Hollande e 47% para Sarkozy.

Uma outra sondagem, feita pelo instituto LH2 com base em uma amostra de pessoas que viram o debate entre os dois constatou que a disputa na tevê não teve nenhum efeito sobre a intenção de voto dos eleitores. Cerca de 45% dos consultados consideraram Hollande mais convincente e 41%, Sarkozy.