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Futuro certo

“Reino de terror” da Síria vai terminar, diz Hillary

Na ONU, secretária de Estado americana afirma que a única forma de encerrar os conflitos é com Bashar Assad saindo do poder

  • PorDas agências
  • 31/01/2012 21:01
Assad visita um soldado ferido em confronto com rebeldes sírios, no hospital militar Youssef al-Azmaha, em Damasco | Sana/Reuters
Assad visita um soldado ferido em confronto com rebeldes sírios, no hospital militar Youssef al-Azmaha, em Damasco| Foto: Sana/Reuters

Assunto interno

Para Rússia, países não devem se intrometer

A Organização das Nações Unidas (ONU) não deve se intrometer no conflito "interno" da Síria, disse ontem o embaixador da Rússia diante da ONU, Vitaly Churkin, ao rejeitar um projeto de resolução que pedia a renúncia do governante sírio Bashar Assad.

"Possivelmente, há uma última possibilidade de romper a espiral da violência que arrasa a Síria e seu povo", afirmou Vitaly Churkin, completando que o Conselho de Segurança da ONU não pode impor parâmetros para um acordo interno. "Simplesmente não tem o mandato para fazê-lo", disse.

"Estamos convencidos de que, em um momento de extrema crise política interna, o papel da comunidade internacional não deveria ser o de exacerbar a crise", afirmou Churkin.

As potências ocidentais se surpreenderam com a resposta dada pela Rússia ontem no Conselho de Segurança da ONU durante reunião que tentava aprovar uma resolução exigindo a renúncia do governante sírio.

AFP

  • Irmã Stefanie, do monastério de Sednaya, mostra os danos causados ao convento durante embates no nordeste da capital síria

A reunião na Organização das Na­­ções Unidas (ONU) para tratar da questão síria começou ontem às 18 horas (horário de Brasília), em Nova York, e não havia ter­­mi­­nado até o fechamento desta edição.

Nas duas primeiras horas de negociações do Conselho de Se­­gu­­­­rança, a secretária de Estado nor­­te-americana, Hillary Clin­­ton, disse que o "reino de terror" do presidente Bashar Assad na Sí­­ria terminará e que a principal dú­­­­vida é quantas pessoas precisam morrer até que isso aconteça.

Em um discurso diante do Con­­selho de Segurança das Na­­ções Unidas para pressionar a Rússia a apoiar um projeto de resolução que exige a partida de Assad, Hillary afirmou que a Sí­­ria se tornará um problema ca­­da vez maior en­­quanto Assad se mantiver no po­­der.

"Todos sabemos que a mu­­dan­­ça está chegando na Síria. Apesar das táticas implacáveis, o reino do terror do regime de As­­sad acabará e o povo da Síria terá a possibilidade de escolher seu próprio destino", disse a secretária de Estado.

"A pergunta que nos fazemos é quantos civis inocentes morrerão antes de que o país seja capaz de avançar para o tipo de futuro que merece."

Pouco antes, o primeiro-ministro do Qatar, xeque Hamad bin Jassim Al-Thani, falando em nome da Liga Árabe, pediu ao Conselho de Segurança que to­­me medidas para deter a "máquina de matar" do presidente sírio.

Na abertura da reunião, Al- Thani, fez acusações graves ao regime de Assad. "Nossos esforços e iniciativas, no entanto, fo­­ram inoperantes, porque o go­­verno sírio não fez um esforço real para cooperar conosco e a única solução considerada foi matar seu próprio povo. O banho de sangue continua e a máquina de matar segue em ação", disse.

O líder árabe pediu apoio ao projeto de resolução da ONU, proposto por Marrocos, membro da Liga Árabe, que exige que As­­sad deixe o poder e concorde em colocar fim à violência com o ob­­jetivo de iniciar negociações.

O vice-ministro das Relações Ex­­teriores da Rússia, Gennady Gatilov, disse ontem que o rascunho do texto da resolução pedindo que o presidente sírio renuncie, é um "caminho para a guerra civil". Gatilov deu as declarações no momento em que as tropas do governo sírio sitiam bairros amo­­tinados em Homs e Damasco com disparos de artilharia e o fo­­go pesado de metralhadoras. Tan­­ques avançaram contra duas ci­­dades sob poder de desertores, Zamalka e Arbeen, embora a opo­­sição tenha anunciado ontem que retomou a cidade de Rastan, na província de Homs. Ocorre­­ram combates no bairro de Baba Amr em Homs.

Embora a Rússia tenha feito fortes críticas, o país poderá ne­­gociar o texto da resolução, disse um funcionário do governo francês à agência Associated Press.

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