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Pessoas participam de um protesto contra o passaporte sanitário do coronavírus em Torino, Itália, 4 de dezembro de 2021.
Pessoas participam de um protesto contra o passaporte sanitário do coronavírus em Torino, Itália, 4 de dezembro de 2021.| Foto: EFE/EPA/Alessandro Di Marco

Milhares de manifestantes foram às ruas em diversas cidades da Holanda, Áustria e Alemanha neste sábado (4) protestar contra as recentes restrições impostas pelos governos para tentar conter a alta de casos de Covid-19. Houve manifestações também em cidades da Espanha e em Turin, na Itália, e Atenas, na Grécia.

Em Viena, capital da Áustria, cerca de 20 manifestações haviam sido convocadas e a principal delas contou com mais de 40 mil manifestantes, segundo estimativa da polícia. Foram destacados 1,2 mil policiais para conter os protestos. Várias pessoas foram detidas. Os manifestantes levavam cartazes com dizeres como:  "Eu decidirei por mim mesmo" e "Torne a Áustria Grande Novamente" —referência ao lema do ex-presidente americano Donald Trump.

A Áustria foi o primeiro país da Europa Ocidental a voltar a impor o lockdown para não vacinados. Começou no dia 22 de novembro e deve durar 20 dias. O governo informou que tornará a vacina obrigatória a partir de fevereiro.

Com população de 8,9 milhões de habitantes, o país registrou quase 1,2 milhão de casos de coronavírus e mais de 12 mil mortes desde o início da pandemia. O número de novos diagnósticos vem caindo desde o início do lockdown —que abre exceções para protestos.

Em Frankfurt, na Alemanha, a polícia interrompeu uma manifestação de centenas de pessoas por não usar máscara e manter o distanciamento social. A polícia usou spray de pimenta depois de serem atacados por um grupo de manifestantes. Na capital Berlim, pequenos grupos se reuniram para protestar depois que uma grande manifestação foi proibida.

Holanda tem primeira grande manifestação contra medidas restritivas

Na Holanda, na cidade de Utrecht, milhares de manifestantes caminharam carregando faixas com a frase "Liberdade Médica Agora!" e agitando bandeiras do país. Eles reclamavam do que consideram uma pressão crescente do governo holandês para serem vacinados se quiserem participar da sociedade. Havia forte presença da polícia.

É a primeira grande manifestação na Holanda contra as medidas, que começaram a valer em 13 de novembro e incluem o fechamento de bares e restaurantes, às 20 horas e do comércio não essencial às 18 horas.

O aumento dos casos começou com o relaxamento das restrições, no fim de setembro, e pressionou hospitais de toda a Holanda a reduzir o atendimento a pacientes com outras doenças para priorizar quem está com Covid-19.

As regras mais rígidas começaram a valer no dia 13 de novembro. Bares e supermercados têm que fechar as portas às 20h, e lojas não essenciais, às 18h.

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