Publicidade
Ditadura castrista

Rubio diz que pressão dos EUA sobre Cuba vai aumentar e que regime ficará sem “escapatória”

cuba rubio eua
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a pressão americana contra o regime de Cuba vai aumentar. (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)

Ouça este conteúdo

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que o governo do presidente Donald Trump continuará aumentando a pressão econômica sobre Cuba e prepara novas sanções contra o regime comunista da ilha. Segundo Rubio, o objetivo de Washington é fechar todas as alternativas utilizadas por Havana para contornar as restrições americanas.

Em entrevista ao portal Axios, Rubio afirmou que a estratégia americana busca mostrar ao regime cubano que “não há válvulas de escape”. Segundo o secretário, sempre que Havana encontra um novo mecanismo para tentar escapar das sanções, os Estados Unidos procuram bloquear essa alternativa.

“Cada vez que eles criam um novo mecanismo para tentar sair do cerco, nós simplesmente o fechamos”, afirmou Rubio.

Rubio disse que os EUA vão ampliar sua pressão sobre Havana e que novas sanções estão a caminho, mas ressaltou que Washington não pretende agir com pressa. Para o secretário de Estado, a política externa americana precisa recuperar os conceitos de “paciência e persistência” para alcançar resultados de longo prazo.

Segundo Rubio, sua expectativa é de que, ao fim do atual mandato de Trump, Cuba esteja, no mínimo, em uma trajetória “irreversível” em direção a um futuro diferente. O governo americano tornou o aumento da pressão sobre Havana uma das prioridades de sua política para a América Latina.

Desde o ano passado, o governo Trump adotou diversas medidas diferentes contra Cuba. Ao menos 38 pessoas também foram atingidas por sanções econômicas, restrições de vistos ou revogações de residência nos Estados Unidos, enquanto 40 entidades foram sancionadas, incluindo empresas estrangeiras que operam na ilha e conglomerados estatais cubanos dos setores de combustíveis, bancos e mineração.

Washington também passou a pressionar outros países para que deixem de participar do programa cubano de envio de médicos ao exterior, classificado pelo Departamento de Estado como uma forma de tráfico de pessoas.

O governo Trump também ampliou a pressão sobre o setor energético cubano. A pressão sobre Havana aumentou ainda mais após a captura do agora ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro. A Venezuela havia sido uma das principais fontes externas de petróleo para Cuba, chegando a fornecer até 100 mil barris por dia, segundo o Axios. Com a perda desse apoio, a ilha passou a enfrentar dificuldades ainda maiores para manter seu abastecimento energético.

Rubio afirmou que, pela primeira vez, Cuba enfrenta simultaneamente a ausência de um grande patrocinador externo e uma atenção prioritária dos Estados Unidos sobre a ilha. Segundo ele, essa combinação colocou o regime em uma situação especialmente difícil.

O secretário também rejeitou a ideia de que recentes mudanças econômicas anunciadas por Havana representem uma transformação profunda do sistema. O regime cubano anunciou recentemente uma ampliação da participação do setor privado, mas Rubio afirmou acreditar que o regime tenta ganhar tempo e encontrar novas formas de escapar das sanções.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.