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Guerra no leste europeu

Rússia atinge hospital infantil em nova onda de ataques contra a Ucrânia

Prédio residencial em Kiev atingido por ataque russo na noite passada (Foto: SERGEY DOLZHENKO/EFE/EPA)

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A Rússia realizou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra a Ucrânia entre a noite de quarta-feira (19) e a manhã de quinta-feira (20), que resultaram em pelo menos 14 mortos e dezenas de feridos na região da capital, Kiev.

Segundo informações da emissora CNN, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou que realizou um “ataque massivo com armas de alta precisão” contra instalações militares, um centro de transporte e logística e armazéns em Kiev e nos arredores.

Porém, as autoridades ucranianas informaram que várias estruturas civis foram danificadas, como uma escola e edifícios residenciais. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que janelas de um hospital infantil no distrito de Solomianskyi ficaram estilhaçadas.

Também ocorreram ataques nas regiões de Zhytomyr, Kherson, Kharkiv e Donetsk, o que levou o número de mortos em toda a Ucrânia a 23 e o de feridos para 132 nas últimas 24 horas.

A Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU, na sigla em inglês) divulgou na semana passada um relatório que apontou que julho foi o mês mais fatal para civis na Ucrânia desde maio de 2022, poucos meses após o início da invasão russa.

Segundo o documento, pelo menos 437 civis foram mortos e 2.610 ficaram feridos na Ucrânia devido ao conflito no mês passado, um aumento de 30% no número de vítimas em relação a junho e de 70% na comparação com julho de 2025.

A Rússia tem se concentrado em alvos civis para quebrar o moral ucraniano e forçar Kiev a se render, o que tem aumentado os números de mortos e feridos.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tem cobrado o mandatário americano, Donald Trump, para que conceda a licença para que os ucranianos fabriquem sistemas de defesa antiaérea Patriot. O presidente americano sinalizou em julho que concederia essa permissão, mas depois manifestou dúvidas sobre a questão.

Em entrevista recente à CNN, Zelensky pediu que os Estados Unidos pelo menos vendam mais mísseis do sistema Patriot à Ucrânia.

“Este ano, temos duas vezes e meia menos interceptadores do que tínhamos em 2025. A Rússia tem duas vezes mais mísseis balísticos por mês do que tinha antes”, disse o presidente ucraniano.

Zelensky afirmou que a Ucrânia tem hoje apenas 1% dos mísseis interceptadores dos estoques americanos do Patriot. “Se os EUA nos venderem 5%, passaremos pelo inverno e salvaremos vidas. Se puderem nos vender 10%, destruiremos todos os mísseis balísticos dos russos”, disse.

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