Trens de carga na fronteira entre a Lituânia e Kaliningrado: Kremlin prometeu retaliação “prática” à proibição de trânsito de mercadorias sancionadas pela UE| Foto: EFE/EPA/VALDA KALNINA
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A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse nesta quarta-feira (22) que a resposta do país à proibição da Lituânia ao trânsito de mercadorias russas sujeitas a sanções da União Europeia pelo território lituano e rumo ao enclave russo de Kaliningrado (entre a Polônia e a Lituânia) não será apenas “diplomática”.

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“Uma das principais questões tem sido se a resposta seria exclusivamente diplomática. A resposta: não. A resposta não será diplomática, mas prática”, declarou Zakharova, que não deu detalhes sobre quais medidas seriam essas.

A proibição do trânsito de certas mercadorias, sancionadas pela UE devido à invasão russa à Ucrânia, foi adotada no último fim de semana. Na prática, uma retaliação militar do Kremlin representaria uma escalada no conflito no leste europeu, pois a Lituânia integra a OTAN, a aliança militar do Ocidente, que estipula que uma agressão a um país-membro é um ataque a toda a organização.

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Em entrevista à agência Reuters, o presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda, disse que o país está pronto para alguma forma de retaliação da Rússia.

“Estamos prontos e preparados para algum tipo de ação hostil do lado da Rússia, desconexão do sistema BRELL [rede elétrica compartilhada por Rússia, Belarus e os países bálticos] ou outras ações”, disse Nauseda, que afirmou não acreditar que a resposta russa incluiria ações militares.

O presidente lituano destacou, entretanto, que o bloqueio decorre de sanções “impostas ao nível da União Europeia [da qual a Lituânia também faz parte], e isso não tem nada a ver com as relações bilaterais entre a Rússia e a Lituânia”.

“Estamos esperando para implementar as próximas etapas das sanções, e seria muito bom se a Comissão Europeia explicasse o conteúdo das sanções às autoridades russas, o que provavelmente aliviaria algumas tensões que estão surgindo agora”, argumentou.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]
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