Bagdá Saddam Hussein será julgado num segundo processo por "genocídio" devido aos massacres de Al Anfal, na década de 80, quando armas químicas foram usadas pela primeira vez contra civis, matando milhares de curdos. O anúncio foi feito pelo juiz investigador do Tribunal Penal Supremo do Iraque, Raed Yuhi. Numa entrevista coletiva, em Bagdá, ele não marcou a data do novo julgamento, mas adiantou que as acusações se referem aos ataques com armas químicas contra o Curdistão iraquiano na campanha de Al Anfal.
A notícia do novo processo chegou um dia antes da retomada do julgamento de Saddam e sete de seus colaboradores, prevista para hoje, pelo massacre de Duyail, em 1982. Na ocasião foram executados 148 xiitas, depois de um julgamento sumário, em represália por uma tentativa fracassada de assassinar o então presidente. No novo caso, o juiz Yuhi disse que a investigação preliminar já foi concluída, com os depoimentos de "mais de mil testemunhas" das províncias curdas de Erbil, Dohuk e Sulaimaniya, no norte do Iraque. O presidente iraquiano, Jalal Talabani, mostrou sua confiança de que Saddam seja julgado por todas as acusações contra ele antes que o Tribunal Especial chegue a um veredicto, que pode ser a pena de morte.



