Bersani fracassou na busca de apoio de outros partidos| Foto: Tony Gentile/Reuters

29,5% dos votos para a Câmara dos Deputados foram para o partido do líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani, que conquistou 54% das cadeiras, graças a um bônus previsto pela lei eleitoral, mas não tem maioria no Senado. A coligação do ex-primeiro-ministro Berlusconi teve 29,1% dos votos para a Câmara, e a do humorista Beppe Grillo, 25,5%.

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Trinta e um dias depois de se declarar vencedor das eleições da Itália, o líder do Partido Democrático (PD), Pier Luigi Bersani, admitiu ontem à noite ter fracassado na busca por apoio para formar um novo governo no país.

O político de centro-esquerda fez o anúncio num pronunciamento breve, de 1m04s, após relatar ao presidente Giorgio Napolitano o fiasco nas negociações com os outros partidos.

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O semblante abatido de Bersani falou mais que suas palavras: ele continua longe de virar primeiro-ministro, e a Itália segue em situação de ingovernabilidade, sem uma solução à vista.

Hoje de manhã, Napolitano, 87 anos, deve assumir a frente das negociações e iniciar uma nova rodada de conversas com os líderes políticos.

De acordo com a lei italiana, uma nova eleição só poderá ser convocada em meados de maio, depois que seu mandato terminar.

Entre os desfechos possíveis até lá, estão a nomeação de um novo governo tecnocrático, sem ligação direta com os principais partidos, e a permanência do primeiro-ministro Mario Monti, que ficou com apenas 10% dos votos na disputa de fevereiro.

Encarregado por Napolitano de formar um novo governo, Bersani fracassou nas duas frentes de negociação: com o Partido Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi, de centro-direita, e com o Movimento Cinco Estrelas do comediante Beppe Grillo, de linha anarquista.

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