O governo argentino e os ruralistas novamente não conseguiram superar o impasse nas negociações e nenhum progresso foi feito nas principais questões que afetam o setor, disseram os líderes das quatro principais entidades rurais do país ao fim da quarta reunião entre as partes, realizada ontem. O governo esteve representado pela ministra de Produção, Débora Giorgi, e o ministro do Interior, Florêncio Randazzo.

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O presidente da Federação Agrária Argentina, Eduardo Buzzi, disse que, sem avanços nas "retenciones" (como são chamados os impostos sobre a exportação), os ruralista se declararam em "alerta e mobilização", de acordo com o jornal argentino Clarín. Os temas sem acordo terão de ser buscados no Congresso, acrescentou Buzzi.

Com o impasse, os ruralistas lançaram um "plano de luta", com mobilização nacional para pressionar o Congresso argentino a aprovar um projeto com objetivo de remover do poder executivo o manejo dos direitos de exportação, informa o site do jornal Âmbito Financiero.

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O governo argentino tem feito um número de concessões com relação as exportações agrícolas e subsídios, mas tem se recusado a aceitar a principal demanda dos fazendeiros para reduzir os impostos sobre a exportação de grãos. Os fazendeiros pressionam o Congresso para reduzir esses impostos, mas não parece provável que sejam capazes de reunir os votos necessários neste ponto.