Presidente Barack Obama fala sobre o orçamento do ano fiscal de 2014 no jardim da Casa Branca, em Washington| Foto: Larry Downing/Reuters

Proposta

Orçamento de Obama inclui US$ 1,8 trilhão em redução de déficit

Agência Estado

O presidente dos EUA, Barack Obama, revelou formalmente seu Orçamento para o ano fiscal de 2014, que começa em 1.° de outubro, argumentando que o país precisa de um equilíbrio entre redução de déficit e crescimento econômico.

O Orçamento de Obama inclui o pacote de redução de déficit de US$ 1,8 trilhão nos próximos dez anos, que foi apresentado em sua última proposta aos republicanos durante as negociações orçamentárias. O planejamento envolve US$ 3,77 trilhões em gastos para o ano fiscal de 2014, levando a um déficit orçamentário de US$ 744 bilhões no ano.

Obama enfatizou a necessidade de redução de déficit "equilibrada" e crescimento econômico. "É função da nossa geração retomar o verdadeiro motor do crescimento dos EUA: uma crescente e bem-sucedida classe média", afirmou em seu documento orçamentário de 244 páginas. "Uma economia que cresce e cria bons trabalhos para a classe média deve ser o objetivo que guia nossos esforços."

No discurso que antecedeu o anúncio oficial do documento, Obama disse que os déficits estão sendo reduzidos, mas que mais pode ser feito, de "forma responsável", para reduzi-los ainda mais. Segundo ele, sua proposta substitui os "estúpidos" cortes automáticos de gastos que entraram em vigor em março, apesar de a redução de déficit "ultrapassar os US$ 4 trilhões" necessários para estabilizar as finanças do governo.

O Orçamento prevê a alocação de US$ 50 bilhões para projetos de infraestrutura e incentivos tributários para novas contratações.

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Um grupo bipartidário de senadores democratas e republicanos chegou ontem a um acordo para aumentar a checagem dos antecedentes dos compradores de armas – seja em feiras, pela internet ou em qualquer circunstância envolvendo a venda. A medida abre caminho para a aprovação, no Senado, de uma proposta que aumenta o controle sobre armas ou de pelo menos parte dela.

A emenda proposta, no entanto, não cobre vendas entre indivíduos, a menos que haja propaganda ou seja feita pela internet. Hoje, os senadores devem começar a debater o projeto.

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O acordo alcançado pelo senador democrata Joe Manchin e pelo republicano Patrick Toomey prevê uma checagem mais acurada do que a atual, mas é menos rigorosa do que a pedida pelo presidente Barack Obama, que desejavam que a verificação incluísse a maior parte das transações comerciais. Questões mais polêmicas como a proibição de venda de armas automáticas e os limites para a capacidade dos pentes de munição parecem ter poucas chances de serem aprovadas.

Ao anunciarem o acordo, Manchin e Toomey lembraram o massacre de Newtown, em dezembro, no qual 20 crianças e seis adultos foram assassinados por um jovem.

"Essa emenda não vai aliviar a dor das famílias que perderam seus filhos naquele dia terrível, mas ninguém com consciência poderia ficar sem fazer nada para evitar que outro dia como aquele volte a acontecer", disse Manchin.

A Associação Nacional de Rifles (NRA, na sigla em inglês), poderoso grupo lobista contrário à aprovação da lei, disse que aumentar a checagem dos antecedentes dos compradores "não vai evitar a próxima chacina, não resolverá a violência ou manter as crianças a salvo". A NRA pediu que o governo combata os grupos criminosos.