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Ataques

Síria registra novos conflitos após acordo para eliminação de armas químicas

Tropas do governo sírio iniciaram ontem e continuaram neste domingo (15) uma operação para retirar rebeldes da milícia islâmica Al Nusra de Maaloula

  • PorAgência Brasil
  • 15/09/2013 16:13

A Síria registrou novos conflitos hoje (15), após o acordo entre os Estados Unidos e a Rússia para eliminação do arsenal de armas químicas no país. Segundo informações da agência russa de notícias Itar-Tass, tropas do governo sírio iniciaram ontem (14) e continuaram neste domingo uma operação para retirar rebeldes da milícia islâmica Al Nusra de Maaloula, cidade cristã da Síria.

De acordo com a agência, o Exército sírio conseguiu tomar a cidade no sábado, mas os rebeldes continuaram a combater abrigados em um desfiladeiro. Esta manhã, aproximadamente 100 homens armados fizeram uma tentativa de entrar em uma vila vizinha, mas foram repelidos e mortos pelas tropas do governo. O restante dos rebeldes tentou sair do desfiladeiro e entrou em combate com as forças do regime de Bashar Al Assad.

Um oficial superior do exército sírio informou que somente hoje as forças do governo teriam matado de 300 a 400 rebeldes. Há perdas do lado das tropas do governo também. O oficial disse que a intenção é retirar os militantes da cidade em dois dias.

O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, e o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, chegaram ontem (14) a acordo sobre um plano de eliminação das armas químicas sírias. O acordo dá uma semana a Damasco para apresentar a lista das armas e prevê a adoção de uma resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assunto. Inspetores entrarão na Síria até novembro com o objetivo de eliminar as armas químicas do país até meados de 2014.

ONU pode publicar conclusões sobre uso de armas químicas nesta 2ª feira

As Nações Unidas podem divulgar nesta segunda-feira os resultados do relatório elaborado por seus especialistas que avaliaram o possível uso de armas químicas na periferia de Damasco no dia 21 de agosto.

Fontes diplomáticas que preferiram manter anonimato anteciparam que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pode apresentar os resultados ao Conselho de Segurança pela manhã. O ministro das Relações Exteriores da França, Laurent Fabius, também disse acreditar que a apresentação dos resultados ao Conselho será amanhã.

Embora a ONU não tenha informado uma data precisa, a organização afirma que Ban está em contato "permanente" com o chefe dos inspetores que estiveram na Síria, o sueco Ake Sellström.

O relatório sobre a Síria se limitará a certificar - a partir da análise de amostras "biomédicas" e "ambientais" coletadas no terreno -, se ocorreu uso de armas químicas na região de Quta Oriental (periferia de Damasco) no dia 21 de agosto.

No entanto, o documento não indicará quem pode ser o suposto responsável pelo ataque, já que não tem poder para isso.

Ban surpreendeu na sexta-feira passada ao dizer, em um ato na sede da ONU fechado para a imprensa e transmitido pelo sistema interno de televisão, que o relatório será "arrasador" na conclusão do uso das armas, embora ele não pudesse afirmar nada publicamente até que o recebesse. O secretário-geral também ressaltou que o regime de Bashar al Assad cometeu "muitos crimes contra a humanidade", e mostrou-se "convencido" quanto à necessidade da abertura "um processo para que os responsáveis sejam levados perante a justiça", após o desfecho do conflito.

A apresentação do relatório ocorrerá após o fechamento de um acordo entre os responsáveis das Relações Exteriores dos Estados Unidos e Rússia, John Kerry e Sergei Lavrov, respectivamente, realizado em Genebra na última sexta-feira. O tratado estabelece que o arsenal químico sírio ficará sob o controle da comunidade internacional para que, depois, possa ser desmantelado. Esse acordo afasta, por enquanto, a possibilidade de uma intervenção militar internacional contra o regime sírio liderada pelos Estados Unidos.

Mesmo assim, os EUA, assim como seus aliados no Conselho de Segurança - Reino Unido e França - ainda defendem o uso da força como uma opção caso Assad descumpra o acordo, uma medida que Rússia e China rejeitam totalmente.

A ameaça do uso da força contra a Síria "é real" caso o acordo não seja cumprido, advertiu Kerry neste domingo durante uma visita a Israel.

A Síria fez uma solicitação à ONU nos últimos dias para passar a integrar a convenção Internacional para a Proibição das Armas Químicas, e Ban anunciou ontem que já recebeu os documentos necessários do país.

"De acordo com a Convenção, qualquer Estado poderá aderir a ela a qualquer momento. A Convenção entrará em vigor para a Síria no 30º dia após a data de depósito de seu instrumento de adesão, ou seja, no dia 14 de outubro de 2013", explicou um comunicado do porta-voz das Nações Unidas.

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