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Defensores de Julian Assange protestam em Melbourne, Austrália, por sua libertação | William West/AFP
Defensores de Julian Assange protestam em Melbourne, Austrália, por sua libertação| Foto: William West/AFP

"OpenLeaks"

Dissidentes planejam novo site

Ex-integrantes do WikiLeaks que se desligaram do site por divergências com o seu fundador, Julian Assange, planejam abrir já na próxima segunda um canal alternativo para publicação de vazamentos: o OpenLeaks. A ideia é resgatar princípios supostamente abandonados pelo WikiLeaks e por Assange, como o de ser uma plataforma aberta. "O Openleaks é um projeto tecnológico que se pretende um provedor de serviços a terceiras partes dispostas a aceitar material proveniente de fontes anônimas", disse Daniel Domscheit-Berg, líder do grupo.

Hoje, a emissora transmite um documentário sobre o projeto. Até deixar o WikiLeaks, neste ano, Domscheit-Berg atuava como o número 2 e porta-voz do site, com o pseudônimo de Daniel Schmitt. Sua saída teria ocorrido por falta de transparência no processo de tomada de decisão do grupo.

Vazamentos

As últimas revelações feitas pelo WikiLeaks:

ESPANHA 1: A atual ministra espanhola das Relações Exteriores, Trinidad Jiménez, chegou a qualificar Hugo Chávez de "palhaço".

VENEZUELA: A indústria petrolífera do país não é mais capaz de fornecer fundos a fim de colocá-lo no mesmo ritmo de crescimento econômico dos seus vizinhos.

COLÔMBIA: O governo colombiano chegou a pedir aos EUA informações de inteligência sobre Venezuela e Equador durante crise regional em 2008. O pedido teria sido negado por Washington.

CUBA: A situação econômica de Cuba pode se tornar "fatal" dentro de dois a três anos, e lentidão das reformas de Havana preocupa.

EGITO: O ditador egípcio, Hosni Mubarak, deve concorrer ao sexto mandato no próximo ano, vai "inevitavelmente" ganhar e então governar até morrer.

NIGÉRIA: A Pfizer, empresa farmacêutica, contratou investigadores para descobrir casos de corrupção envolvendo o procurador-geral.

MOÇAMBIQUE: Os EUA estão preocupados com a possibilidade de o país virar um narco-Estado por supostas estreitas relações entre governo e os cartéis narcotraficantes.

Brasília - A presidente eleita, Dilma Rous­­seff, recebeu com "tranquilidade" a informação de que a diplomacia dos Estados Unidos afirmou em telegrama confidencial de 2005 que ela, então recém-nomeada para a Casa Civil, "or­­ganizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como roubo ao cofre do Adhemar" na ditadura.

Segundo fontes do governo de transição, ela "demonstrou tranquilidade e não fez nenhum comentário".

Ainda de acordo com interlocutores, não está confirmado um encontro de Dilma com o número três da diplomacia americana, William Burns, que na segunda-feira desembarca em Brasília para encontrar com o governo de transição e representantes do governo Lula.

No telegrama vazado pelo WikiLeaks, não há nenhuma menção à fonte da informação. O embaixador dos EUA em Bra­­sília, Thomas Shannon, disse que o governo dos EUA não tem informação que confirme essas alegações. "Ao contrário, nós temos uma longa e positiva relação com a presidente eleita".

No caso das ações armadas, há coincidência entre o que está no telegrama dos EUA e um trecho do livro "Mulheres que Foram à Luta Armada", do jornalista Luiz Maklouf Carvalho (1998). Não há até hoje, entretanto, evidências concretas sobre a participação de Dilma em ações armadas. Dilma nega ter participado de ações armadas quando militou em organizações de esquerda, nos anos 60.

Espionagem

O governo dos Estados Unidos está na iminência de indiciar o fundador do WikiLeaks por es­­pionagem, disse Jennifer Robin­­son, advogada de Julian Assange, segundo o site da ABC News.

Assange está detido em Lon­­dres por crimes sexuais que te­­riam sido cometidos na Suécia.

Robinson disse que as leis so­­bre espionagem norte-americanas não se aplicam a Assange e que ele pode solicitar a proteção da Primeira Emenda, que garante a liberdade de expressão.

"Acreditamos que ela se aplique ao senhor Assange e que, no caso, ele tem direito às proteções da Primeira Emenda como editor do WikiLeaks e que qualquer processo sob o ato de espionagem seria, do meu ponto de vista, inconstitucional e colocaria em risco todas as organizações de mídia nos Estados Unidos", disse Robinson Said.

Leia mais sobre o WikiLeaks no Caderno G Ideias.

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