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Washington – Imagens divulgadas ontem dos corpos de 11 civis iraquianos – incluindo 5 crianças e 4 mulheres –, que teriam sido vítimas de um massacre em março, devem aumentar as críticas contra as Forças Armadas dos Estados Unidos. Os soldados norte-americanos já vinham sendo investigados pela morte de 24 civis desarmados numa ação em novembro.

As Forças Armadas dos EUA isentaram os militares envolvidos nas acusações sobre o incidente em que 11 civis teriam sido deliberadamente assassinados por soldados norte-americanos na cidade iraquiana de Ishaqi no dia 15 de março. No início do dia, o Pentágono havia anunciado que investigaria as acusações, que surgiram a partir de um vídeo divulgado ontem ao qual a rede de tevê britânica BBC teve acesso e que põe em xeque o relatório sobre o incidente em Ishaqi, cerca de 100 quilômetros ao norte de Bagdá.

Em março, os EUA haviam informado a morte de 4 pessoas em uma operação em Ishaqi, enquanto a Polícia iraquiana afirmou que 11 civis foram abatidos no incidente.

Segundo as autoridades dos EUA, houve um tiroteio em uma casa após informações sobre a suposta presença de um colaborador da rede terrorista Al Qaeda. De acordo com a versão norte-americana, a construção desabou, o que causou a morte de quatro pessoas.

No entanto, a p olícia iraquiana acusou as forças dos EUA de atirar deliberadamente contra 11 pessoas, antes de explodir a casa. O vídeo da BBC mostra vários mortos, adultos e crianças, com marcas visíveis de tiros. Segundo a emissora, as imagens, que diz serem autênticas, foram divulgadas por um grupo sunita radical.

Antes de viajar a Cingapura, on-de participará de uma reunião de ministros da Defesa de países da Ásia e do Ocidente, o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, disse que os marines trabalham de forma "diligente" para esclarecer a veracidade das acusações.

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