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Díli – A chegada de uma força australiana a Díli, capital no Timor Leste (Ásia), reduziu o clima de pânico entre os moradores com a escalada de confrontos entre soldados leais ao governo e ex-militares amotinados que se refugiaram nas montanhas. Mas a crise – que já deixou 60 mortos desde março e se agravou nesta semana – está longe do fim, avalia o embaixador do Brasil, Antonio de Souza e Silva.

O governo timorense ordenou a seu Exército que volte aos quartéis nos arredores da capital. As forças australianas, que terão 1,3 mil homens no Timor nos próximos dias, tomam o controle da cidade. Outros 120 militares devem ser enviados por Portugal, que mantinha o Timor como uma colônica até 1975.

O ministro de Relações Exteriores do Timor, José Ramos Horta, espera que no fim de semana as partes em conflito – o Exército e os cerca de 600 soldados rebelados após demissão coletiva – se sentem para negociar, segundo informou a rádio australiana ABC.

Com a interrupção do funcionamento de empresas, comércio e repartições, Díli assume a condição de cidade vazia. Cerca de 100 mil pessoas, dois terços dos habitantes, fugiram da violência. Parte dos 250 brasileiros que vivem no país continua nas zonas de risco.

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