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Pequim – A China anunciou ontem que tornará suas operações militares mais transparentes dando à ONU informações sobre seus gastos com armas e suas vendas, medidas que, para especialistas de defesa, são "um passo significativo na direção correta".

Pequim vem sendo criticado por países como os EUA e o Japão por não dar informações claras sobre suas atividades militares, criando suspeitas de que seus gastos com o Exército são muito maiores do que o declarado. A China está atualmente num processo de modernização de suas Forças Armadas, e oficiais dos EUA temem que Pequim se torne um rival americano também no campo militar em poucas décadas.

A China dará ao secretário-geral da ONU "dados básicos sobre seus gastos militares para o último ano fiscal", afirmou a porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Jiang Wu.

A China deixou de oferecer dados ao Registro de Armas Convencionais das Nações Unidas – que detalha importação e exportação de sete categorias de armas convencionais – em 1996, depois que "um certo país" entregou detalhes de suas vendas de armamentos para Taiwan, lembrou Jiang num comunicado. Ela não nomeou o país.

A China voltará a fornecer informações sobre seus negócios com armas porque "tal" país deixou de entregar as informações para Taiwan, alegou. O comunicado do Ministério do Exterior adiantou que as informações passarão a ser dadas à ONU ainda este ano.

Patricia Lewis, diretora do Instituto de Pesquisa sobre Desarmamento da ONU, baseado em Genebra, aplaudiu o anúncio chinês e pediu que todos os outros países com grande exportação de armas tomem a mesma iniciativa.

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