Prisioneiro protesta após as condenações desta terça-feira (5) em Bangladesh| Foto: Reuters/Andrew Biraj

Um tribunal especial de Bangladesh condenou à morte nesta terça-feira (5) mais de 150 soldados entre centenas de acusados de assassinato e incêndio criminoso na sede da guarda de fronteiras do país em 2009. Cerca de 850 pessoas foram acusadas de envolvimento no massacre sangrento que eclodiu na capital, Daca, e rapidamente se espalhou para outras cidades, matando 74 pessoas, entre elas 57 chefes militares. Grupos de direitos humanos questionaram a imparcialidade do julgamento. Vinte e três civis também enfrentam acusações de conspiração.

CARREGANDO :)

Os veredictos, que vieram quase cinco anos após o evento, estão sendo anunciados em um tribunal em Daca, em meio a um forte esquema de segurança. Muitos dos soldados que lotaram a corte foram acusados de assassinato, tortura, formação de quadrilha e outros crimes.

"As atrocidades foram tão horríveis que até mesmo os corpos dos mortos não receberam seus direitos", disse o juiz Mohammad Akhtaruzzaman na leitura do veredicto.

Publicidade

O incidente abalou a estabilidade do governo do recém-eleito primeiro-ministro Sheikh Hasina, que terminou a revolta por meio de um acordo. O motim começou na sede do Bangladesh Rifles da capital por motivos de pagamento e outras demandas e se espalhou para outras bases militares em todo o país. Oficiais superiores foram mortos e seus corpos jogados em esgotos.

O juiz disse que os soldados deveriam ter sido recebido melhores salários e privilégios para aliviar o ressentimento, acrescentando que eles não podiam se dar ao luxo de mandar seus filhos para escolas de propriedade militar.

Quatro dos acusados morreram na prisão durante o julgamento, enquanto outros 20 estão foragidos e 13 foram libertados sob fiança. Os restantes 813 acusados estão na cadeia. Cerca de 6 mil soldados já foram presos por tribunais militares por infringir a disciplina durante o motim.