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Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar | Roberto Custódio/JL
Amanda Rossi foi encontrada morta dentro do campus da Unopar| Foto: Roberto Custódio/JL

Os astronautasScott Parazynski e Douglas Wheelock, tripulantes do ônibus espacial Discovery, começaram neste sábado sua quarta e última caminhada na atual missão da nave americana, acoplada desde 25 de outubro à Estação Espacial Internacional (ISS).

Os dois americanos, que foram ao espaço exterior cerca de 30 minutos antes da hora prevista, permanecerão fora da plataforma orbital por mais de seis horas e meia, na que é considerada a "caminhada mais arriscada" da missão, segundo a Nasa, informou a agência oficial russa "Itar-Tass".

Parazynski e Wheelock precisam consertar um grupo de painéis solares danificados, um dos principais problemas que afetam o fornecimento de energia à ISS, que foram detectados na terça-feira e obrigaram a Nasa a suspender provisoriamente os planos da missão.

Segundo a Nasa, o risco da caminhada é porque Parazynski fará o conserto dos painéis em um ponto muito distante da borda da ISS, por mais de uma hora. Além disso, existe a possibilidade de o astronauta receber uma descarga elétrica enquanto conserta os painéis suspenso por um braço robótico.

Wheelock auxiliará o colega a partir da viga central, enquanto outros dois tripulantes do Discovery - Stéphanie Wilson e Dan Tani - ficarão responsáveis por operar o braço robótico de dentro do laboratório Destiny.

Os astronautas também inspecionarão os fragmentos metálicos encontrados em uma das juntas rotatórias que ajuda para que os painéis solares fiquem virados em direção ao sol.

A tripulação do Discovery deve voltar à Terra em 7 de novembro.

O coordenador da caminhada, cuja conclusão deve ser registrada por volta das 15h08 (horário de Brasília), será o italiano Paolo Nespoli, que se mostrou otimista sobre as possibilidades de consertar os painéis.

- São coisas que acontecem e que não podemos prever. Não é nada catastrófico. Será olhado e regulado, não acho que seja um grande problema - ressaltou.

Até que o problema seja resolvido, a ISS não conseguirá gerar energia suficiente para dar apoio ao novo equipamento que deve chegar à ISS nas próximas missões, como o laboratório europeu que chegará em dezembro a bordo da nave Atlantis ou de um modulo japonês, em fevereiro.

Ambos devem se unir na ISS ao módulo italiano Harmony, que foi levado na atual missão.

Para poder preparar a missão, a quarta caminhada foi adiada na quinta-feira, enquanto a prevista quinta saída ao espaço externo foi suspensa definitivamente pela Nasa.

Os trabalhos dos tripulantes do Discovery na estação espacial são uma continuação da expansão da plataforma orbital, um projeto com a participação de 16 países.

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