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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira (4) o trabalho do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e descartou que esteja pensando em demiti-lo.
A possibilidade foi levantada devido a especulações na imprensa americana após a derrota do Partido Republicano nas eleições legislativas de meio de mandato, as midterms, devido ao crescente descontentamento popular com a guerra no Irã. Além disso, o próprio presidente e seu vice, J.D. Vance, admitem publicamente o impacto da guerra contra o regime dos aiatolás na derrota eleitoral.
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"Não, acredito que [Hegseth] está fazendo um trabalho muito bom", respondeu Trump ao ser perguntado durante um evento na Casa Branca sobre informações da rede de televisão CBS de que o presidente conversou com assessores sobre a continuidade do secretário no cargo.
A notícia de mais cedo da CBS dava conta de que o chefe da Casa Branca ainda não tinha tomado a decisão de substituir o secretário de Guerra dos EUA, cujas chances de enfrentar um processo de cassação aumentaram depois de os democratas terem vencido as eleições e assumido o controle do Congresso.
Como mostrou a Gazeta do Povo, a guerra do Irã não apenas impulsionou os gastos do governo, como provocou o aumento nos preços do petróleo e do gás; de acordo com a AAA (Associação Americana de Automobilismo), o preço médio da gasolina nos Estados Unidos chegou ao valor recorde de US$ 4,15 por galão no dia da eleição, superando o registrado em 2022, ano em que a inflação no país, sob a administração de Joe Biden, atingiu o maior patamar em 40 anos.
Perguntado sobre os rumores de que Hegseth vai assumir a vaga da senadora republicana Marsha Blackburn pelo Tennessee — eleita governadora do estado —, o presidente americano evitou confirmar a indicação.
"Acredito que [Hegseth] está fazendo um trabalho muito bom e, de fato, penso que seria muito popular se fizesse isso, mas não ouvi nada a respeito".
Após a vitória na terça-feira, Blackburn tem a prerrogativa de decidir quem ocupará a partir de janeiro seu assento no Senado durante os dois anos restantes de mandato.



