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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou nesta quinta-feira (27) a visita do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, a Moscou e afirmou que o ditador russo Vladimir Putin não pretende atacar países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em conversa com jornalistas na Casa Branca, Trump rejeitou a ideia de que a viagem do chefe da CIA tenha ocorrido para transmitir um alerta específico ao Kremlin sobre uma possível ofensiva contra integrantes da aliança.
“Ele não vai atacar território da Otan”, disse Trump no Salão Oval, segundo a agência Reuters, ao responder a uma pergunta sobre Putin.
Mais cedo, em entrevista por telefone ao portal americano Axios, Trump já havia afirmado que não estava preocupado com a possibilidade de um ataque russo contra países da Otan. Segundo o presidente, Ratcliffe também não foi enviado a Moscou para entregar qualquer mensagem especial ao regime russo.
“Ratcliffe encontra seu homólogo russo uma vez a cada seis meses ou uma vez por ano. Eles têm uma relação muito boa. Não houve mensagem e não houve nada de incomum”, afirmou Trump ao Axios.
Ratcliffe esteve em Moscou nesta semana e se reuniu com Sergei Naryshkin, chefe do Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia. Alguns jornais americanos, entre eles o Wall Street Journal e a emissora CBS News, informaram que a viagem teria como um dos objetivos alertar Moscou contra uma eventual ação militar contra países da Otan.
Trump contesta essa versão e classificou a visita como parte da rotina de contatos entre os serviços de inteligência. Nesta quarta-feira (26), em entrevista a uma emissora de rádio, o presidente disse que Ratcliffe estava em Moscou em uma missão “mais ou menos rotineira” e relacionou a viagem aos esforços para encerrar a guerra da Ucrânia.
Naryshkin também minimizou a reunião. Conforme a agência estatal russa TASS, o chefe da inteligência externa russa afirmou que “não houve nada de incomum” no encontro e disse que os dois discutiram assuntos ligados às atividades dos serviços de inteligência.
A declaração de Trump ocorre em meio ao aumento das tensões entre Moscou e governos europeus que apoiam Kiev. Nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que Reino Unido e França estão “brincando com fogo” ao fornecer tecnologia que permite à Ucrânia realizar ataques de longo alcance contra território russo. Moscou também ameaçou atingir alvos militares britânicos dentro e fora da Ucrânia em resposta ao apoio de Londres a Kiev.







