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Estados Unidos

Trump pede prisão de adversários em discurso no Departamento de Justiça

Trump reafirmou discurso de que foi vítima de perseguição política na gestão Biden e disse que o Departamento de Justiça vai expulsar “atores desonestos e forças corruptas” do governo (Foto: EFE/EPA/YURI GRIPAS/POOL)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um discurso no Departamento de Justiça nesta sexta-feira (14), no qual fez uma série de reclamações sobre investigações criminais que ameaçaram sua carreira política e pediu que seus adversários sejam presos.

“As pessoas que fizeram isso conosco deveriam ir para a cadeia”, disse Trump, sem especificar a quem se referia.

O mandatário fez um discurso combativo e desafiador, no qual se apresentou como vítima de perseguição política.

A visita foi a primeira de Trump ao Departamento de Justiça e a primeira de qualquer presidente em uma década a essa instituição.

“Expulsaremos atores desonestos e forças corruptas de nosso governo. Vamos expor, e expor em grande escala, seus crimes hediondos e sua má conduta grosseira, como nunca vimos”, proclamou Trump em discurso de uma hora.

Ele sugeriu que as emissoras CNN e MSNBC, as quais descreveu como “braços políticos” do Partido Democrata, realizam ações que deveriam ser consideradas “ilegais”.

Trump no ano passado se tornou o primeiro presidente dos EUA a ser condenado por um crime, em um caso em Nova York sobre falsificação de registros comerciais para ocultar um suposto caso com a atriz pornô Stormy Daniels.

O republicano também foi indiciado em Washington pelo ataque de 6 de janeiro de 2021 no Capitólio, quando seus apoiadores tentaram impedir a certificação da vitória de Joe Biden na eleição de 2020.

Além disso, o magnata republicano enfrentou processos na Geórgia por acusações de tentar reverter os resultados das eleições naquele estado e na Flórida, por levar documentos confidenciais da Casa Branca quando deixou o cargo em 2021 e armazená-los em sua mansão em Mar-a-Lago.

Esses casos foram paralisados ou as acusações foram retiradas após sua vitória na eleição de novembro do ano passado devido à política de longa data do Departamento de Justiça de que um presidente em exercício não pode ser processado.

Conteúdo editado por: Fábio Galão

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