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Imagem de satélite divulgada ontem pela Nasa mostra o tufão Megi | Nasa/Reuters
Imagem de satélite divulgada ontem pela Nasa mostra o tufão Megi| Foto: Nasa/Reuters

Centenas de moradores deixaram suas casas em vilas costeiras este domingo como parte das medidas tomadas por equipes de emergência que se preparam pa­­ra a chegada de um grande tufão que se aproxima do nordeste das Filipinas.

O tufão Megi, a mais forte das dez tempestades que afetaram o país em 2010, tem ventos sustentados de 225 quilômetros por ho­­ra e rajadas de 260 quilômetros por hora, mas pode ganhar força na medida em que se move a 22 quilômetros por hora na direção das Filipinas. Os meteorologistas calculam que a tormenta deve atingir a província de Cagayan hoje pela manhã (horário local).

A velocidade dos ventos da tem­­pestade faz, ainda, com que o Me­­gi seja o tufão mais forte a ameaçar o país nos últimos quatro anos Em 2006, uma tempestade com ventos de 250 quilômetros por horas provocou deslizamentos de terra na encosta de um vulcão que soterraram vilas inteiras, ma­­tando cerca de mil pessoas.

Milhares de militares da reserva e voluntários estão de sobreaviso, além de helicópteros – dentre eles seis Chinooks emprestados pelas tropas norte-americanas que realizam exercícios de guerra com soldados filipinos nas proximidades de Manila – se­­gun­­do informou Benito Ramos, responsável pela área de desastres do país. Barcos de resgate e milhares de pacotes de comida já foram transferidos para as proximidades de regiões vulneráveis. Escolas próximas às áreas por onde o tufão pode passar serão fechadas.

"É como se preparar para uma guerra", disse Benito Ramos, que também é general da reserva. "Conhecemos as lições do passado e estamos buscando ‘ferimentos zero’." Em julho, o presidente Benigno Aquino III demitiu o di­­retor da agência climática do país, por ela não ter previsto um tufão que atingiu Manila. Mais de 100 pessoas morreram na ci­­dade e em regiões próximas, por causa da tempestade.

Autoridades começariam a evacuar casas ontem nas áreas on­­de podem ocorrer tempestades, alagamentos e deslizamentos de terra.

Dezenas de famílias se mobilizaram e deixaram as ca­­sas voluntariamente, dirigindo-se a áreas mais seguras como a montanhosa cidade de Isabela.

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