Trabalhadores limpam detritos dos comércios de Beirute, em 6 de agosto de 2020| Foto: JOSEPH EID/AFP
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A União Europeia (UE) mobilizou ajuda emergencial ao Líbano equivalente a 33 milhões de euros, informou a Comissão Europeia, órgão executivo do bloco, nesta quinta-feira (6). O valor corresponde a oferecimento de embarcações militares, bombeiros e especialistas em detecção de produtos químicos.

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A capital do Líbano, Beirute, foi parcialmente destruída na terça-feira após uma forte explosão, decorrente de incêndio em depósito que armazenava nitrato de amônio no porto da cidade. Já são ao menos 137 mortos, 5 mil feridos e 300 mil desabrigados.

A Comissão Europeia salientou, em nota enviada à imprensa, que considera apoio adicional ao Líbano, a depender do desenrolar de mais essa crise que assola o país árabe. A presidente do órgão, Ursula Von der Leyen, disse ainda, no informe, que vai discutir facilitações comerciais e outros tipos de apoio econômico junto a instituições financeiras internacionais de forma aumentar a ajuda a Beirute.

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Macron em Beirute

Presidente do Líbano, Michel Aoun (E), recebe o presidente francês, Emmmanuel Macron, no aeroporto perto da capital Beirute | Foto: Dalati and Nohra/AFP| Foto: AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, chegou à Beirute nesta quinta-feira (6) para conversar com as autoridades do país sobre a recuperação após a explosão. Ele afirmou que quer "organizar a cooperação europeia e internacional" para o Líbano, porém, condicionou a ajuda a "reformas indispensáveis".

O Líbano "continuará afundando" se as reformas necessárias não forem implementadas, disse ele. "Hoje a prioridade é a ajuda, apoio incondicional à população. Mas existem reformas indispensáveis ​​em certos setores que a França exige há meses, anos", acrescentou o chefe de Estado francês, segundo informou a imprensa internacional. "Além da explosão, sabemos que a crise aqui é séria, implica responsabilidade histórica dos líderes atuais. É uma crise política, moral, econômica e financeira da qual as primeiras vítimas são o povo libanês. E impõe reações extremamente rápidas", argumentou Macron.