Morador sentado na porta de uma casa no bairro de Cotiza, em Caracas| Foto: YURI CORTEZ/AFP

A União Europeia anunciou hoje que concederá mais 5 milhões de euros em assistência humanitária à população carente da Venezuela. No ano passado, o bloco já havia liberado 34 milhões de euros em função da crise venezuelana.

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"Ajudar os venezuelanos necessitados é uma prioridade para a União Europeia. Estamos ampliando nosso auxílio emergencial para ajudar os mais vulneráveis que não têm acesso a alimentos, medicamentos e serviços básicos e foram obrigados a abandonar suas casas", disse o comissário europeu para a Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, em comunicado divulgado pela Comissão Europeia, braço executivo da UE.

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A União Europeia também tem a intenção de abrir um escritório humanitário em Caracas para facilitar a distribuição dos recursos entre os associados do bloco – como as agências da Organização das Nações Unidas (ONU) – que atuam em território venezuelano, segundo informou Margaritis Schinas, porta-voz da Comissão Europeia.

Segundo a agência de notícias EFE, a ajuda da União Europeia era gerenciada a partir das unidades do Escritório Europeu de Ajuda Humanitária em Manágua (Nicarágua) ou Bogotá (Colômbia).

Canal humanitário

O líder da oposição e presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, havia pedido à União Europeia ajuda humanitária e a proteção de ativos venezuelanos depositados no continente. 

"Vamos exercer nossas competências para atender à crise, restabelecer a democracia e alcançar a liberdade", disse Guaidó no domingo (3). O opositor anunciou que a ajuda humanitária deve começar a chegar nesta semana. Segundo ele, será criada uma "coalizão nacional e internacional" com três centros de armazenamento de remédios e alimentos: na Colômbia, na cidade de Cúcuta, no Brasil, e em uma ilha caribenha. O opositor pediu no domingo que os militares cumpram seu dever e deixem a ajuda entrar no país. Também alertou sobre a possibilidade de os militares de alta patente aliados de Maduro estarem discutindo “como vão roubar” a ajuda, em vez de avaliar se vão deixar a ajuda entrar no país ou não. 

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Entre as opções estudadas pelos EUA para enfrentar o colapso da Venezuela está a abertura de um corredor para envio de ajuda humanitária. Washington disse ter prontos US$ 20 milhões para enviar em alimentos e remédios.

A ideia de abrir um canal ou corredor humanitário foi respaldada pela Assembleia Nacional da Venezuela, de maioria opositora, e por 14 países que integram o Grupo de Lima em diferentes comunicados. O chavismo considera tal ação uma porta de entrada para forças estrangeiras interessadas em uma intervenção militar e atribui a escassez de alimentos e remédios às sanções dos Estados Unidos.

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Vários governos europeus, incluindo os do Reino Unido, Alemanha, França e Espanha, reconheceram ontem o líder oposicionista Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, num desafio ao regime de Nicolás Maduro, e pediram que o país sul-americano realize nova eleições presidenciais.