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Estatal venezuelana em Barranquilla é administrada por indicados de Guaidó e está sob “vigilância máxima” do governo colombiano
Estatal venezuelana em Barranquilla é administrada por indicados de Guaidó e está sob “vigilância máxima” do governo colombiano| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador geral da Venezuela, Tarek William Saab, anunciou nesta terça-feira (14) a abertura de uma investigação contra Juan Guaidó, líder da oposição ao ditador Nicolás Maduro, relativa ao chamado caso Monómeros.

“O Ministério Público da Venezuela abre investigação contra Juan Guaidó por usurpação de função, traição à pátria, conspiração, furto qualificado de ativos e associação para prática de crimes”, afirmou Saab na sua conta no Twitter.

A ditadura de Maduro alega que o governo da Colômbia teria tomado posse da empresa de fertilizantes e químicos Monómeros, subsidiária da estatal Petroquímica de Venezuela S.A. (Pequiven) instalada em Barranquilla. Há dois anos, a empresa é administrada por funcionários nomeados por Guaidó, autoproclamado presidente reconhecido pelo governo colombiano.

Horas antes do anúncio do procurador geral, Juan Guaidó havia garantido que os ativos do país no exterior estão sob a proteção de aliados, como a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos (OFAC), e que seu grupo estuda a opção de transferi-los para um fundo.

“Hoje, para usar os recursos venezuelanos, existe um controle adicional, que é a proteção dos aliados, e por isso estamos falando das licenças OFAC. O que estamos falando é como podemos melhorar esse processo. Estamos procurando números para proteger e isso está sendo discutido”, disse Guaidó em entrevista coletiva.

O governo colombiano decidiu sujeitar a “vigilância máxima” a Monómeros, para “sanar a situação crítica de ordem jurídica, contábil, econômica e administrativa”, o que gerou as acusações do governo Maduro de “roubo flagrante” de patrimônio venezuelano. A este respeito, Guaidó comentou que a empresa deve ser administrada de acordo com os interesses da Venezuela e disse que havia solicitado uma auditoria externa à companhia, cujo conselho de administração, segundo ele, “deveria ser reestruturado”.

“A Monómeros é e será dos venezuelanos”, destacou Guaidó, que acrescentou que a medida de controle imposta à empresa visa “proteger este ativo”.

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