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O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, foi intimado pelo procurador-geral do país em meio a investigação por “golpe de Estado”
O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó,| Foto: CRISTIAN HERNANDEZ / AFP

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, solicitou nesta segunda-feira, 25, ao mais alto tribunal do país que declare o partido Voluntad Popular, do líder da oposição Juan Guaidó, como um grupo "criminoso com fins terroristas". As possíveis consequências da declaração incluem sanções civis, penais e administrativas e até a dissolução do partido.

Saab, que foi designado pela Assembleia Nacional Constituinte, o parlamento controlado por chavistas, mencionou ao tornar público o pedido que membros do Voluntad Popular participam de atos violentos desde 2002 e, mais recentemente, financiaram uma incursão mercenária contra o território venezuelano.

Tanto o procurador-geral venezuelano quanto os membros do Supremo são questionados pela oposição por seus laços com o chavismo.

Em 3 de maio, o regime do ditador Nicolás Maduro denunciou que um grupo de militares venezuelanos e dois americanos tentaram fazer uma incursão no país.

Com o "dinheiro roubado" pelo "movimento terrorista", "financiaram uma incursão mercenária contra nosso território", acrescentou o promotor sobre a operação que o governo também atribui aos Estados Unidos e Colômbia. A legislação venezuelana estabelece penas de até 30 anos por acusações de terrorismo.

Saab também responsabilizou o partido por "pressionar a AT&T (empresa de telecomunicações dos Estados Unidos) para remover a Directv da Venezuela" e solicitar ao governo de Donald Trump que impeça os navios-tanque iranianos de chegarem ao país levando gasolina e aditivos.

O partido Voluntad Popular, cujos principais líderes estão no exílio ou sob a proteção de diferentes embaixadas, rejeitou as alegações de Saab em sua conta no Twitter. "Pretendem nos classificar como terroristas e organização criminosa, características que, na verdade, descrevem a ditadura, e não os partidos democráticos que enfrentamos", escreveram eles.

Leopoldo López, coordenador nacional do Voluntad Popular, rechaçou o anúncio do procurador-geral. "Hoje aqueles que são acusados internacionalmente de narcotraficantes, aqueles que têm laços de amizade com as Farc, o ELN, Hezbollah e cartéis de droga, que aproximam nosso país de regimes promotores de terrorismo, atacam novamente o Voluntad Popular", denunciou López, que está abrigado na embaixada da Espanha em Caracas desde 1 de maio de 2019.

Outras organizações políticas da oposição rejeitaram a medida. O partido Primeiro Justiça, um dos quatro maiores grupos que apoiam Guaidó, criticou no Twitter as tentativas de "criminalizar e classificar como organização terrorista o partido político, um aliado da luta".

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