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Coworkings: antes físicos, hoje virtuais
| Foto: Bigstock

Coworking é um movimento global que está reinventando a forma pela qual empresas, equipes e profissionais trabalham, compartilham, se relacionam e geram oportunidades criativas de negócios. Trata-se de um espaço colaborativo.

O coworking não significa, simplesmente, um grande número de pessoas criativas reunidas em uma área geográfica. Para estimulá-las a inovar melhor, faz-se necessário que haja um grupo de pessoas trabalhando em rede, em campos de atuação semelhantes ou complementares. A razão tem a ver com o que os acadêmicos chamam de “troca de conhecimento”: o processo pelo qual ideias são compartilhadas entre pessoas e instituições, à medida que se encontram, se conectam e conversam.

Quando um artista passa para outro artista que ele descobriu uma nova técnica, ou um pesquisador menciona uma nova tecnologia para um empreendedor, o conhecimento é imediatamente transferido para outra pessoa na rede, e todos acabam ganhando com isso – pois aqueles que ensinam também aprendem! Em essência, o coworking é um processo contínuo de transferência de conhecimento. A mais elevada densidade de pessoas criativas que trabalham em nichos semelhantes ou complementares é algo bastante útil para que se encontrem especialistas e colaboradores.

Há muitas pessoas talentosas colaborando umas com as outras. A partir desse motivo de lucro darwiniano – em que a evolução é vista como uma função da mudança da população, a partir da mudança do indivíduo –, começa-se a obter sucessos significativos. Para que a evolução aconteça, os relacionamentos são essenciais, podendo ocorrer de forma presencial ou on-line. Não é suficiente que as pessoas se conheçam; a proximidade dos encontros leva as pessoas de interesse comum a interagir.

O objetivo é conviver e trabalhar em ambientes adequados à interação, seja de forma presencial, seja on-line. Ser membro de um grupo assim é essencial para encontrar um especialista em determinada área do conhecimento. Visitar, se locomover ou passar o máximo de tempo possível nesses ambientes é igualmente essencial para acessar competências que podem acelerar o sucesso de empreendimentos criativos.

Ao frequentar esses locais, presenciais ou on-line, ocorre o mecanismo para encontrar competências, que é a curiosidade. É necessário fazer perguntas, deixando claro que se deseja aprender. Pessoas bem-sucedidas tendem a admirar essa qualidade e certamente estarão dispostas a ajudar. Cada um deve encontrar pessoas que conheçam algo específico, que não é do seu conhecimento, e lhes fazer perguntas. Mas não é suficiente apenas aprender; também é necessário inovar.

Sugere-se que um município que almeje acelerar o desenvolvimento de projetos criativos aloque ambientes, preferencialmente conectados a faculdades e universidades, para constituir coworkings: espaços de colaboração sobre determinado tema, acelerando empreendimentos inovadores e estimulando a troca de informações on-line e off-line.

Marcos de Lacerda Pessoa, engenheiro, Ph.D. pela Universidade de Birmingham (Inglaterra) e pós-doutor em Engenharia pelo MIT, concebeu o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a Universidade Copel (Unicopel) e a banda extra larga da Copel Telecomunicações (Copel Fibra), é autor de Sementeira de Inovação e Marcos de Inovação (no prelo) e proprietário do centro de apoio à inovação futuri9.com.

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