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Defender a democracia não é doutrinar

Se fazer a defesa da democracia e da educação nos imprime a pecha de nefastos, o que dizer de um governo usurpador cuja grande marca tem sido a retirada de direitos?

  • PorHermes Silva Leão
  • 13/06/2016 00:02

Em editorial intitulado “Hoje é dia de doutrinação”, a Gazeta do Povo distorce os propósitos do dia 10 de junho, em que propomos o debate, junto à comunidade escolar, dos perigos para a classe trabalhadora de um governo sem legitimidade. Realmente, não temos o que esconder. Nossa entidade sempre se firmou como uma entidade de classe. E não seria agora, no momento em que os direitos da classe trabalhadora estão em jogo, que não faríamos a discussão com a comunidade escolar. O editorialista engana-se ao classificar a sexta-feira, dia 10, como “dia de doutrinação” nas escolas. Ou, ainda, ao dizer que estaríamos a serviço de determinado partido. Quando enfrentamos governos que agem contra os trabalhadores, somos acusados de doutrinadores. No entanto, quando veículos de comunicação e governos agem, por décadas, sustentando ideologicamente interesses da classe dominante, isso, no caso, não é doutrinação.

Acusam-nos de mostrar, no Paraná, a face mais nefasta de um determinado projeto de poder. Pois falemos do que é nefasto: compor um ministério só de homens (muitos deles respondendo a processos na Justiça); propor mudanças na aposentadoria seguindo os interesses do mercado; alterar a Constituição para desvincular recursos da educação e da saúde; alterar a CLT para precarizar o trabalho; entregar os recursos do petróleo (que têm vinculação direta com a educação). Enfim, se fazer a defesa da democracia e da educação – conscientizando estudantes, pais e mães – nos imprime a pecha de nefastos, o que dizer de um governo usurpador cuja grande marca tem sido a retirada de direitos?

Toda ação pedagógica é, também, ato político

Lamentável a percepção atribuída aos estudantes, como se eles não tivessem condições de participar de um debate ou como se fossem apenas massa de manobra para os nossos atos. Nossos educadores empenham-se em superar a educação unilateral, segundo a qual os educadores são senhores do saber e inculcam, nos educandos, o que bem entendem. Toda ação pedagógica é, também, ato político. E a ciência e o conhecimento são produtos da concepção de sociedade e de humanidade; portanto, estão embebidas de ação humana, cultural, histórica e política. E não se trata de fazer a defesa deste ou daquele governo, mas de mediar, junto aos estudantes, que há, sim, diferenças entre um projeto de sociedade defendido pelos trabalhadores e aquele defendido pelas elites nacionais.

Cabe ainda ressaltar que as atividades do dia 10 integraram o calendário nacional de luta contra o golpe e na defesa da democracia. Estas atividades foram chamadas, no Paraná, pela Frente Brasil Popular, da qual a CUT faz parte. No entanto, temos submetido nossas mobilizações à avaliação da categoria, incluindo em assembleias. Nossos documentos e nossa luta de 69 anos dão mostras do nosso posicionamento democrático. É exatamente por querermos uma sociedade plural que nos juntamos a tantos outros movimentos na luta contra o golpe e seus usurpadores.

Hermes Silva Leão é presidente da APP-Sindicato. Este artigo contou, em sua redação, com a colaboração de membros da direção estadual da entidade.
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