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Dia do Amigo: como as amizades podem salvar vidas

Amizades precisam ser cultivadas para florescer. Cuidar delas vale ouro e pode, sim, salvar vidas. (Foto: Helena Lopes/Unsplash )

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Não é apenas remédio, cirurgia ou terapia que salvam vidas. As amizades também. A ciência mostra que cultivar bons relacionamentos não é um luxo, mas uma necessidade humana. Por um instante, lembre-se de uma situação difícil que você viveu. O que mudou quando um amigo o acolheu, ouviu, abraçou ou simplesmente ficou ao seu lado?

O psicólogo Martin Seligman, fundador da Psicologia Positiva, inclui os relacionamentos positivos entre os pilares do florescimento humano. Em um tempo marcado pelo aumento da solidão, fortalecer amizades deixou de ser apenas uma escolha afetiva para se tornar também uma forma de cuidar da saúde física e mental.

Os amigos são a família que você escolhe. São aqueles que celebram suas conquistas, acolhem suas dores e permanecem ao seu lado quando a vida perde o equilíbrio. São os amigos que dizem as verdades mais difíceis de ouvir, mas que também abraçam você na hora em que mais precisa.

Nosso cérebro foi moldado para viver em conexão. Na presença de pessoas em quem confiamos, percebemos menos ameaças, regulamos melhor o estresse e encontramos mais recursos para seguir em frente

Neste Dia do Amigo (20 de julho), confira cinco razões fundamentais para cultivar suas amizades.

Amizades protegem a saúde física e mental: Diante de perdas, doenças ou crises, um amigo pode não resolver o problema, mas impede que enfrentemos o sofrimento sozinhos. O apoio social reduz o impacto do estresse e fortalece a capacidade de enfrentar adversidades, funcionando como um importante fator de proteção para a saúde.

Emoções positivas se multiplicam: A psicóloga Barbara Fredrickson, uma das maiores pesquisadoras das emoções positivas, demonstra que elas não apenas nos fazem sentir bem, mas também ampliam nossa capacidade de pensar, aprender, criar e construir recursos pessoais duradouros para a vida. Quando dois amigos riem juntos, celebram uma conquista ou oferecem acolhimento um ao outro, vivenciam os chamados micromomentos de conexão. Nessas experiências, as emoções positivas podem se amplificar, fortalecendo tanto o vínculo quanto o bem-estar de ambos.

Amizades fortalecem o sentimento de pertencimento: Sentir que fazemos parte da vida de alguém é uma necessidade humana fundamental. O cérebro evoluiu para viver em grupo, e a exclusão social pode ativar regiões cerebrais que também participam da experiência da dor física. Não por acaso, ser aceito, lembrado e valorizado reduz a sensação de isolamento e fortalece o senso de segurança.

Amigos ajudam a regular as emoções: Uma boa conversa, uma escuta acolhedora ou um abraço não mudam os fatos, mas podem mudar a forma como eles são enfrentados. Esse processo, conhecido como regulação emocional, ajuda o organismo a diminuir o estado de alerta, recuperar o equilíbrio e enxergar novas possibilidades.

Ninguém foi feito para enfrentar tudo sozinho: Nosso cérebro foi moldado para viver em conexão. Na presença de pessoas em quem confiamos, percebemos menos ameaças, regulamos melhor o estresse e encontramos mais recursos para seguir em frente. Pedir ajuda e aceitar apoio não é sinal de fraqueza, mas de humanidade.

Neste Dia do Amigo, coloque o amor em ação. Troque as mensagens prontas das redes sociais por um gesto de presença: um telefonema, um café, um áudio sincero, uma visita ou uma escuta genuína. Amizades precisam ser cultivadas para florescer. Cuidar delas vale ouro e pode, sim, salvar vidas.

Deborah Dubner, psicóloga e escritora, é coautora do livro "Caminhando de mãos dadas à distância: conversas com conexão", escrito com Riva Braverman Waitman Salzstein.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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